Apesar dos inúmeros avanços sociais registrados nos últimos anos, há indicadores que o País ainda tem muito a melhorar, principalmente os relacionados à educação. A baixa qualidade do ensino tem impacto direto em diversos segmentos da economia, mas os efeitos colaterais não param por aí. Ações relacionadas à saúde também são bastante afetadas.
Um desses exemplos é a mortalidade infantil. Com grande avanço na redução da mortalidade infantil até os 5 anos de idade, o Paraná ainda tem que reduzir o índice das chamadas mortes neonatais, que ocorrem até os 28 dias. No ano passado, do total de mortes registradas antes do primeiro ano de vida, 73% ocorreram no primeiro mês. Outro dado preocupante é que, segundo levantamento do Unicef divulgado em 2014, 64% das mortes registradas no Brasil até os 5 anos de idade são de neonatais – o maior índice obtido entre todos os 75 países em desenvolvimento pesquisados.
A causa dessas mortes está relacionada ao nascimento de bebês prematuros que, por sua vez, está ligada à qualidade do acompanhamento pré-natal e se associa a problemas sociais, como baixa escolaridade das mães e gravidez na adolescência. Mais uma vez, a falta de informação e conhecimento está relacionada a uma triste estatística porque aponta para a vulnerabilidade da infância. Significa que boa parte dessas mortes poderia ser evitada se houvesse mais investimentos em educação, em campanhas que expusessem os riscos da gravidez na adolescência e atuassem preventivamente e que ressaltassem a importância do acompanhamento pré-natal.
Além disso, a capacitação de técnicos, enfermeiros e médicos é fundamental porque eles terão mais condições de avaliar o quadro clínico da mãe e os riscos de um parto prematuro. A proteção à infância deveria ser um compromisso de toda a sociedade, principalmente para a efetivação de programas que reduzam mais rapidamente esses números.

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