A trajetória do educador social e professor de hip hop Washington Luís dos Santos, de 32 anos, é um exemplo de como a oferta de programas de atenção às crianças e aos adolescentes pode despertar talentos e realizar sonhos. Fã de hip hop, ele aprendeu a dançar sozinho, vendo a movimentação de outros dançarinos pelas esquinas da zona sul de Londrina. Depois de se afastar da dança para trabalhar em funções diversas, como pacoteiro, office boy, serviços gerais e até aspirante a jogador de futebol, foi através de um projeto da prefeitura, há alguns anos, que ele fez curso de capacitação para dar aulas de hip hop e se transformou em referência no assunto.
''Faz 13 anos que vivo do hip hop'', conta WMC, que ministra workshops e dá palestras até mesmo para acadêmicos e professores universitários. ''Tenho aval para capacitar outros profissionais. Posso até emitir diplomas'', diz.
Diante da experiência de trabalhar com jovens em reabilitação, ele garante que a falta de lazer, entretenimento e esportes é uma das principais causas da presença de adolescentes no crime. ''Eles não se ocupam e, como não têm referências, como por exemplo o professor de esportes ou hip hop, acabam se espelhando nos traficantes'', lamenta, lembrando que o problema é mais corriqueiro nas famílias desestruturadas. (C.A.)

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