Tarifa Zero reabre acesso para desviar de pedágio na BR-369
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sábado, 09 de setembro de 2017
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Rua Rabilonga Vermelha, em Arapongas, palco de um imbróglio envolvendo a Viapar, que administra o pedágio na divisa com Rolândia, e o Movimento Tarifa Zero, foi reaberta no último sábado (2). Os manifestantes taparam os buracos e retiraram as barreiras de contenção. A via havia sido fechada após um acordo entre o prefeito Sérgio Onofre (PSC) e a concessionária, que culminou no desconto de 78% para carros e 76% para motocicletas.
Com a reabertura, há livre circulação de veículos pelo trecho. Segundo o integrante do Tarifa Zero, Adriano Morais, o movimento quer gratuidade para todos os condutores que trafegam entre Rolândia e Arapongas. "Não é interessante, porque pouca gente vai conseguir o benefício. Há uma série de regras para ter direito ao desconto. Não compensa", ponderou. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Arapongas informou que não se manifestaria sobre o assunto.
No contrato fechado com a Viapar, ficou decidido que os motoristas teriam que apresentar carteira de habilitação, comprovante de residência e outros documentos que comprovassem a passagem regular na BR-369 para estudos, trabalho ou atendimento médico. Nove mil passagens por mês foram inscritas na redução da tarifa. O pagamento é feito por meio de um dispositivo automático, denominado TAG.
Rolândia
Além de Arapongas, Rolândia também batalha para conseguir o desconto na cobrança. O prefeito da cidade, Luiz Francisconi Neto (PSDB), já promoveu reuniões com integrantes do Tarifa Zero. A proposta apresentada pela Viapar contempla 78% na redução para veículos leves e 76% para motocicletas.
Se os percentuais assim forem aplicados, a tarifa cairia de R$ 8,20 para R$ 1,70 (carros) e R$ 4,20 para R$ 1 (motos). Enquanto isso, a Viapar ficou encarregada de sinalizar horizontalmente os 15 km da Avenida Presidente Vargas, trecho urbano da BR-369, e desenvolver dois projetos para melhorar o acesso à Estrada do Caramuru e reformular a saída de Rolândia para cidades da região, como Cambé e Londrina.
"Fechamos o acordo com valores menores para 3.500 condutores por mês. Nessa semana, a Viapar vai encaminhar a minuta do contrato. Depois, a Procuradoria Jurídica vai analisar e, se necessario, propor alterações. Após mais essa etapa, vamos formalizar o que está sendo discutido", disse Francisconi, em entrevista à FOLHA.


