OPINIÃO DO LEITOR
Amor ao Tubarão
Há muito tempo não choramos por um clube. Há muito tempo as cores azul e branco não nos emocionam tanto. Será verdade ou ilusão? Não sei, mas meu coração é todo azul celeste. Haja o que houver jamais deixarei de ser um daqueles mais de vinte mil torcedores sugerido para o jogo de hoje ou mesmo um dos 500 torcedores que anonimamente sempre seguem em direção ao Café ou ao Vitorino Gonçalves Dias desde que um certo ponta esquerda, que infernizava o seu marcador, e um eficaz cabeçador iluminavam nossas tarde de domingo.
LUIZ FURTADO (comerciante) - Londrina
Partido novo
A ex-senadora Marina Silva, após trocar o PT pelo PV, criou um novo partido. Já temos 30 siglas partidárias registradas em atuação. É partido demais e ética de menos. Com quase 20 milhões de votos ela já mostrou que é guerreira e com um passado de glória. Mas com todos esses partidos registrados a Câmara e Senado elegeram recentemente para presidentes homens cuja biografia está mais para folha corrida do que para currículo. Ela diz que o novo partido não será de situação e nem de oposição. Será um laranjão? Ou um partido pra consumo interno para ela chamar de seu? Quando a nossa legislação eleitoral vai controlar o número exagerado de partidos? Sigla partidária no Brasil virou pardal, tem em todo lugar. Se fosse bom não seria partido, mas inteiro.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
Terno e gravata
A Câmara de Vereadores de Cascavel aprovou no último mês projeto de resolução que obriga os seus componentes estarem vestidos com terno e gravata nas reuniões do Legislativo. O não cumprimento poderá resultar em multa de R$ 480 e quebra de decoro parlamentar. Vereadores de Cascavel e demais municípios do País, o que o povo quer é que os senhores estejam vestidos de ética e moral. E mais, que nas sessões do Legislativo, haja respeito mútuo entre os senhores, e também para com os munícipes presentes, visto que nas vezes em que estive nessa Casa de Lei, observei que enquanto um vereador está fazendo uso da palavra, outros estão lendo jornal, atendendo celular ou, pior ainda, se ausentam do plenário.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
País da impunidade
Os brasileiros que desejam uma nação moralizada se encantaram com a atuação do ministro Joaquim Barbosa e dos ministros decentes que o seguiram na condenação dos réus do mensalão. Também a brilhante atuação da ministra Eliana Calmon à frente do Conselho Nacional de Justiça demonstrou ser possível mudar a triste realidade deste país da impunidade. Mas será preciso muito mais Barbosas e outras tantas Elianas para começarmos a pensar num Brasil mais justo e mais sério. Estamos a anos luz das nações onde a Justiça é eficiente. Por exemplo, o brasileiro Breno Borges, jogador que atua no futebol da Alemanha, num momento de depressão, incendiou a sua própria residência. O fato ocorreu em setembro de 2011 e, mesmo não havendo vítimas, ele foi julgado e condenado em julho de 2012, saindo do tribunal diretamente para a cadeia. Já por aqui, o ex-futebolista Edmundo Souza Neto foi condenado a quatro anos e meio de prisão pela morte de três pessoas, em acidente de trânsito provocado por ele em 1995. O crime prescreveu e ele não cumpriu um dia sequer da penalização. A diferença é absurda. Aqui a impunidade é vergonhosa.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Concentração e meditação
É pena que as escolas brasileiras não ensinem a prática de concentração e meditação pois os benefícios são vários, como aumento do nível mental, eficiência, produtividade e criatividade. Desenvolvimento dos poderes psíquicos (intuição, clarividência). Socialmente, a redução dos índices de acidentes e redução da violência. Foram feitas pesquisas sobre meditação, e em uma delas, em duas localidades nos Estados Unidos, colocaram grupos para meditar durante 40 dias e a diminuição dos acidentes e da violência foi visivelmente constatada.
SWAMI VERONESI (músico) - Santo Antônio da Platina
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