Trabalho escravo, ministra?
Não sei se compreendi direito, pois ainda estou sob choque! Mas existem coisas que o brasileiro, lúcido e sentindo-se ofendido (como no meu caso), não deve deixar passar em branco! Parece que a ministra Luislinda Valois (Pasta dos Direitos Humanos – fiquei pasmo) está insatisfeita com seus rendimentos. Ela só pode ficar com R$ 33,7 mil do total pretendido de R$ 61,4 mil. Talvez, ciente de que às vezes é melhor ficar calado, entendi que a senhora desistiu do seu pleito. Resolveu conformar-se com o que o "teto" lhe permite, acrescentando-se o direito a carro com motorista, jatinhos da FAB, cartão corporativo e a imóvel funcional. Ela chegou a citar a situação do "trabalho escravo", sentindo-se injustiçada, julgando ser pouco o que recebe como salário! Ora, minha senhora, sou aposentado por invalidez (câncer), recebo uma ninharia como pensão (que não atende às minhas necessidades e nem chega a 12% do que a senhora recebe) e consigo sobreviver, mesmo pagando impostos, despesas pessoais, porém sem jatinho, carrinho com chofer e imóvel funcional! Também posso considerar-me trabalhador escravo? Não fiquei doente por que quis, mas contribuí para a Previdência por um longo período e já ralei muito na vida! Será que a senhora, como ministra dos Direitos Humanos, teria condições de classificar-me como possuidor de direito à Lei Áurea? Eu também exijo mais respeito, mas no meu caso, à situação de carência, como a de qualquer pobre mortal brasileiro!
MARCOS DOMINGUES DA SILVA (aposentado) – Londrina

Que vergonha, Luislinda!
Enquanto mais de 23% da população brasileira ganha menos de um salário minimo a ministra Luislinda Valois, não satisfeita com o salário mensal de R$ 33,7 mil, queria receber R$ 61,4 mil (salário mais aposentadoria de desembargadora). Justificar essa reivindicação em função dos seus aumentos de gastos por ser ministra com vestimenta, cabelo, maquiagem e comida é menosprezar a inteligência do brasileiro. Ministra, desculpe-me mas pelas suas fotos exibidas nos jornais, TVs e redes sociais, a senhora não tem tido nem um tipo de gasto com a sua apresentação física. O presidente Michel Temer, mais uma vez, foi infeliz na nomeação dos seus ministros. Como nomear para ministra dos Direitos Humanos uma pessoa que não sabe distinguir o trabalho escravo com o trabalho de uma ministra que, além do salário de R$ 33,7 mil, tem carro com motorista; jatinho da FAB; cartão corporativo e imóvel funcional? Temer redima-se um pouco desse episódio que expôs o Planalto e exonere de imediato essa escrava, digo, ministra.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Pede a conta, ministra!
A ministra dos Direitos Humanos disse que seu salário de R$ 33 mil é pouco e queria ganhar o dobro. Ministra, com essa situação caótica de trabalho e salário realmente escravos para muitos brasileiros, a senhora poderia fazer um grande favor para a humanidade: pede a conta e deixa sua vaga para um desempregado que ficaria muito contente em receber os "míseros" R$ 33 mil. Para que ministério dos Direitos Humanos? Direitos humanos no Brasil sem direito a nada é uma piada sem direito a risos.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

A embriaguez pelo poder
Estamos presenciando cada vez mais embriagados não por bebidas alcoólicas, mas sim por poder em nosso país. Os viciados por cargos na política, por secretarias ou ministérios ou centenas de boquinhas em diretorias de órgãos, empresas públicas e autarquias que dependem muitas vezes de indicações de políticos e não de qualificações. Os embriagados não se preocupam com a honra, ética, valores, justiça, desenvolvimento e com o bem-estar da humanidade. O vício pelo poder é tão forte que não existem limites ou barreiras quando o objetivo é alcançar poder, domínio ou autoridade sobre as massas da população. Em 2018, centenas desses medíocres embriagados estarão circulando as cidades, Estados e fazendo suas reuniões, comícios e visitas na busca de parcerias e apoio para chegarem ao pódio almejado. Caberá a cada cidadão refletir e considerar o que o país necessita e escolher quem serão os governantes responsáveis para gerir e aplicar os recursos em prol da população. Eliminemos os caciques, políticos corruptos, nomes consagrados que já não propõem nem projetos e só ocupam cadeiras. Vamos expulsar as quadrilhas formadas ao longos de muitos anos. Esse é o primeiro passo para a grande mudança: alternância e renovação em todos os cargos. Vamos parar de acreditar em fábulas e encarar a realidade!
DOUGLAS REGINATO (assistente financeiro) - Andirá

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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