Insegurança mobiliza moradores da zona norte
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terça-feira, 08 de novembro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

A falta de segurança na zona norte levou moradores de diversos bairros da região a promover uma mobilização com o objetivo de reivindicar providências do poder público. Após promover uma reunião na sede da Associação de Moradores do Jardim Santa Mônica, o grupo decidiu fazer, nesta quinta-feira (3), uma passeata para chamar a atenção das autoridades. A saída está marcada para as 17 horas, da rotatória em frente ao kartódromo. Participam da mobilização moradores dos bairros Santa Mônica, Alpes, Pacaembu I e II, Itália, Itamaracá, Michael Licha, Itapema, Progresso e Paulista.
Os casos recorrentes de assalto têm gerado medo na população. A reportagem circulou pelos bairros no início da semana e percebeu que grande parte das ruas estava deserta. Ao bater nas portas das casas, era possível perceber o receio dos moradores em atender a equipe. A artesã Suely Jane do Nascimento Bastos, de 41 anos, deixou São Paulo há 19 anos para fugir da violência e relata que agora Londrina está em situação semelhante ao que encontrava na capital paulista. "De dois anos para cá piorou bastante. Tem muitos moleques que entram nas casas e barbarizam, chegando a bater nos moradores. Agora eu nem dou mais água a quem vem pedir no portão de casa", relata. Segundo Suely, usuários do transporte coletivo têm evitado ficar no ponto de ônibus da Rua Ângelo Vicentin por causa dos constantes assaltos.
Por conta da grande quantidade de ocorrências, moradores estão se unindo por meio do aplicativo WhatsApp para alertar sobre a presença de pessoas suspeitas nas imediações. "Na minha rua a gente também instalou um alarme sonoro. É um alarme com voz. Desde que implantamos não tivemos mais problemas na minha rua, mas o bairro continua inseguro", avalia a bancária aposentada Ana Maria Nazaré Borges, de 59 anos.
No início da semana, ela precisou registrar o furto dos cabos elétricos da associação de moradores. "A gente não tem mais segurança. Aqui perto vários carros tiveram seus vidros quebrados", conta a moradora, que diz que a culpa não é da polícia, uma vez que várias viaturas estão paradas por falta de manutenção.
Outro motivo de queixa é o barulho resultante da aglomeração de pessoas nos finais de semana na região das avenidas Henrique Mansano e Lúcia Helena Gonçalves Vianna. Segundo o advogado Jorge Custódio Ferreira, a algazarra atrapalha o sono dos moradores das redondezas. "Estamos fazendo um abaixo-assinado para encaminhar ao Ministério Público e à prefeitura para que essa questão seja resolvida", expõe.
A reportagem da FOLHA tentou contato com a Polícia Militar, mas não obteve sucesso.


