Brasília - Com discurso brando, o novo presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), abriu as atividades do ano legislativo de 2017. Ele ressaltou a importância do Senado e da Câmara na definição de medidas de recuperação do País e prometeu atuação harmoniosa com os demais poderes, inclusive com o Ministério Público, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

"O Congresso será mais uma vez convocado a definir questões cruciais. Temos que ser ágeis, porque o País tem pressa. É inaceitável que milhões de pessoas voltem a viver na miséria. Precisamos achar um meio de construir uma nação mais justa", disse.

O senador ressaltou que, para isso, é fundamental que o Congresso enfrente com "coragem e determinação as reformas necessárias". Em discurso de posse no Senado, ele já havia defendido a importância da reforma da Previdência. Também está entre suas prioridades a reforma trabalhista.

Em tom otimista, o presidente do Congresso afirmou que o ano de 2017 começa melhor que 2016 e que as piores dificuldades estão passando. "Evidentemente, estamos apenas começando. Ainda não saímos da recessão, mas podemos dizer que ela está no início do fim", disse.

Por fim, Eunício defendeu que os poderes precisam trabalhar em cooperação e defendeu a harmonia e o equilíbrio. "Estamos dispostos a fazer avançar as discussões com todos os Poderes, inclusive com o Ministério Público", afirmou.
Na quarta-feira, Eunício prometeu "ser firme, duro e líder quando um Poder parecer se levantar contra outro Poder" numa mensagem velada ao STF.

CITADOS NA LAVA JATO
Vale lembrar que tanto Eunício quanto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), são citados na Lava Jato. O novo presidente do Senado – apelidado de "Índio" na delação da Odebrecht - é acusado de ter recebido R$ 2,1 milhões da empreiteira em troca da aprovação de uma medida provisória. Eunício nega a acusação. Maia, cuja alcunha é "Botafogo" na delação, teria recebido R$ 600 mil da Odebrecht.

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