Lance a lance Atualizado em 16/08/2015, 15:00
Arrecadação de Londrina cai
Caiu a arrecadação do município de Londrina no mês de julho. Embora a abertura do segundo semestre seja tradicionalmente menos rentável aos cofres públicos, a queda desta vez assustou a administração. A meta traçada era somar R$ 54 milhões em receitas, mas no fechamento do período a conta ficou em R$ 41 milhões, ou seja, 23% menor. Apenas como comparação, em junho a meta foi superada em R$ 6 milhões, totalizando R$ 61 milhões.
O secretário municipal de Fazenda de Londrina, Paulo Bento, explicou que os repasses do IPVA tornaram o fechamento do semestre superavitário. Porém, a partir de agora ele prevê que será preciso um bom malabarismo para manter o caixa no azul. Bento não descartou a implantação de um novo contingenciamento, mas não deu detalhes. "Estamos pensando em muitas coisas, mas vamos aguardar e analisar com cuidado o movimento da economia." O secretário disse que "a inadimplência está razoável, mas a principal causa da queda na arrecadação está na retração econômica". Os principais impostos para o município ITBI, IPTU, ISS são afetados quando o mercado não vai bem.
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná desaprovou a prestação de contas referente à transferência de R$ 99 mil do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) ao município de Paranaguá (litoral). O objetivo era a compra de imóvel de 220 metros quadrados, para abrigar adolescentes em situação de risco. Foi determinado que o prefeito à época, José Baka Filho (gestão 2005-2008), restitua o valor integral dos repasses, devidamente corrigidos, ao cofre estadual. A decisão acata recurso do Ministério Público de Contas, que constatou ausência de licitação ou procedimento de dispensa de licitação para a compra do imóvel. Além disso, a avaliação do imóvel em R$ 110 mil, acima do valor de mercado, foi realizada por comissão presidida por servidora pública que era parente dos vendedores do imóvel. Cabe recurso.
A Controladoria-Geral da União (CGU) realizou no primeiro semestre deste ano 14 operações especiais em conjunto com a Polícia Federal (PF), o Ministério Público (MP), a Receita Federal e outros órgãos de controle federais e estaduais. Os trabalhos resultaram no cumprimento de 48 mandados de prisão e 13 afastamentos do exercício da função pública. As investigações, diz a CGU, permitiram identificar e evitar a continuidade de prejuízos ao erário da ordem de R$ 37 milhões.
A imagem do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em agosto do ano passado em acidente aéreo, vai estampar latinhas de uma marca de cerveja. Além do rosto, as latas também terão o bordão criado por Campos na véspera de sua morte: "Não vamos desistir do Brasil". Tudo com as cores da bandeira nacional. Serão produzidas 450 mil latinhas de 473 ml os chamados latões e comercializadas exclusivamente em Pernambuco. A família de Campos, consultada previamente sobre a homenagem, gostou da ideia, e segundo a fabricante, não será preciso pagar pela homenagem.
Em entrevista à revista alemã de economia Capital publicada ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) baixou o tom nas críticas que tem feito às gestões petistas de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a atual presidente da República não está envolvida no escândalo de corrupção na Petrobras, investigado pela operação Lava Jato. Para FHC, Dilma não está envolvida nos desvios da estatal petrolífera, mas que o PT está. Ele lembrou que João Vaccari, ex-tesoureiro da sigla, foi detido na operação. "Eu a considero uma pessoa honrada, e não tenho nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio dentro do meu partido, ódio que se volta agora contra o PT", diz FHC, creditando a Lula a responsabilidade por todo o escândalo.
Apesar das críticas a Lula, Fernando Henrique ponderou, à revista alemã, que, para que o petista seja preso, é preciso que haja algo "muito concreto" e que isso dividiria o País, já que ele é um líder popular. E disse que talvez Lula tenha que depor como testemunha, "o que já seria suficientemente desmoralizante". "Não se deve quebrar esse símbolo (Lula), mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do País", disse o ex-presidente tucano. FHC chegou até a elogiar o petista: "Ele certamente tem muitos méritos e uma história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde que conseguiu ser presidente da sétima maior economia do mundo."
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coêlho, lamentou as ameaças relatadas pela colega Beatriz Catta Preta, ex-defensora de nove delatores da Operação Lava Jato. "É lamentável que um colega de profissão deixe suas atividades sob essa alegação, sob esse tipo de situação. Estamos atentos e, em se comprovando as ameaças, em se identificando causadores de tal situação, deve haver responsabilização. A lei deve valer para todos", disse Coêlho. A advogada renunciou à defesa dos delatores da Operação Lava Jato porque "teme sofrer algum tipo de violência". A criminalista foi convocada a depor na comissão que investiga o esquema de corrupção na Petrobras para explicar a origem de seus honorários, mas a OAB conseguiu no STF um habeas corpus preventivo que a desobriga de falar sobre o assunto na CPI.





