Zona sul é a meca dos condomínios horizontais
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sábado, 20 de setembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Em busca de qualidade de vida, o topo da pirâmide social de Londrina procura desde 1997 - ano do lançamento do primeiro loteamento fechado da zona sul - a comodidade e a segurança oferecida pelos condomínios horizontais. E indo contra uma tendência que deixou a cidade conhecida como a capital nacional da cultura verticalizada, os londrinenes das classes A e B tentam ao mesmo tempo realizar seus projetos de vida e oferecer aos seus filhos a oportunidade da vida em comunhão com a vizinhança da rua, sem preocupações com assaltos ou sequetros.
É esse comportamento que provocou o ''boom'' habitacional da zona sul de Londrina, também conhecida como Gleba Palhano, que hoje concentra 90% de todos os empreendimentos imobiliários destinados às classes A e B da cidade. Além da população de alta renda, que tem seus desejos de segurança, comodidade e lazer atendidos, quem comemora a nova tendência são as incorporadoras, responsáveis pela administração dos projetos.
É o caso do residencial Alphaville lançado em setembro do ano passado na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano. Para Pedro Bobroff, gerente de vendas da incorporadora, a qualidade de vida oferecida por esse tipo de condomínio é o que mais atrai os chefes de família. Vendendo lotes por R$ 143,00 o metro quadrado, o condomínio já tem mais de 90% dos terrenos comercializados. ''Já temos projetos para iniciar a comercialização de uma segunda fase do projeto'', diz Bobroff, ressaltando que os centros de cidades devem, em breve, transformar-se em regiões estritamente comerciais.
A procura pelo Residencial Sun Lake, também na Gleba Palhano, é igualmente grande. Lançado no início de 2002, o condomínio já tem mais de 70% dos terrenos de 600 metros quadrados vendidos, por preços que variam entre R$ 150,00 e R$ 170,00 o metro. ''São médicos, juízes e outros profissionais bem-sucedidos, chefes de famílias com idade entre 35 e 55 anos que procuram o espaço proporcionado por uma casa sem abrir mão da segurança dos apartamentos'', explica Cristine Guarido, corretora de imóveis da imobiliária Abílio Medeiros, responsável pela comercialização do residencial.
Para Marcos Fabian Holzmann, da incorporadora Teixeira & Holzmann, a grande ocupação da zona sul de Londrina por condomínios destinados às classes A e B é explicada por uma mudança de comportamento verificada entre essa população há alguns anos. ''A comodidade e a segurança proporcionada pelos loteamentos fechados é um fator mais convincente do que as facilidades trazidas pela vida em apartamentos nos centros das cidades'', diz.


