As vendas de materiais de construção devem ter um incremento de pelo menos 6% neste ano na comparação com 2008. Assim como outros setores da economia, o segmento está otimista na recuperação pós-crise, baseado nas estimativas de aumento de emprego e recuperanção da renda. ''Acreditamos que 2010 será um ano bom, depois de um 2009 de crise'', afirma Adriano Montanari, presidente da Federação das Associações de Comerciantes de Material de Construção (Fecomac-PR). O varejo estima um aumento nas obras de reforma e ampliação.
No ano passado, o setor fechou com crescimento de 5% sobre 2008. Já o faturamento das vendas de material de construção no mercado interno apresentou crescimento de 2,61% em janeiro na comparação com dezembro e de 13,84% em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período. Nos últimos 12 meses, no entanto, o segmento ainda acumula queda de 10,30%, de acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).
Apesar do desempenho nacional positivo, em janeiro as vendas estaduais não foram tão fortes. ''Choveu praticamente o mês inteiro, o que prejudicaram as vendas. Mas o movimento já melhorou agora em fevereiro'', comenta Montanari. Nos dois casos a base de comparação é com dezembro, considerado um mês de bom movimento pelo setor.
Empregos
O nível de emprego nesse segmento da indústria registrou alta de 4,08% em relação a janeiro de 2009, e na comparação com o mês anterior ficou praticamente estável ao apresentar leve alta de 0,49%. O resultado positivo apresentado no mês passado está alinhado com as expectativas otimistas do setor, que apontam para um crescimento de 15% em 2010. Janeiro registrou a terceira expansão no faturamento, no comparativo com igual mês no ano anterior, depois de 12 meses consecutivos de redução.
O ''Termômetro Abramat'' - sondagem realizada mensalmente entre as empresas associadas à entidade - indicou em fevereiro um forte crescimento do otimismo na Indústria de Materiais de Construção para os próximos 12 meses. De acordo com a enquete, 84% dos empresários consultados disseram estar otimistas sobre as vendas em março. Já a quantidade de pessimistas ficou em 3%, contra 6% em janeiro. Já perspectiva de investimentos também avançou, com 67% das empresas planejando investir na capacidade de produção nos próximos 12 meses. É o nível mais alto para a pesquisa, se igualando ao índice registrado em dezembro de 2009.
Segundo o presidente da Abramat, Melvyn Fox, o otimismo é puxado principalmente pela demanda gerada pelo programa habitacional ''Minha Casa, Minha Vida'', e que não há risco de gargalos no setor. ''Com o nível de capacidade instalada ociosa em 16%, aliado à alta intenção de investimentos, o setor não deve ter problemas em atender à demanda aquecida'', explicou Fox em nota.

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