Venda de materiais também cresce
São Paulo - Outro indicador que reforça o bom momento da construção é a venda de materiais. A receita da indústria de materiais de construção cresceu 5,78% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento é da Fundação Instituto de Administração (FIA).
O índice divulgado semana passada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) indica que os itens básicos da construção puxaram a expansão do faturamento. A venda de materiais básicos cresceu 6,1%, enquanto os itens de acabamento registraram evolução de 4,69% no mesmo período.
''O indicador revelado pelo Índice Abramat nos dá garantias de que já temos um crescimento sustentado no mercado de materiais de construção'', diz Melvyn Fox, presidente da associação do setor. Segundo ele, o primeiro trimestre reforça a perspectiva de que o faturamento da indústria de materiais de construção cresça pelo menos 8% neste ano.
O aquecimento da demanda, no entanto, ainda não recebeu o impulso do PAC. O governo federal prevê investimentos de R$ 106 bilhões em habitação de interesse social em quatro anos. ''São R$ 26 bilhões por ano, recursos que ainda não começaram a entrar no setor. Isso deve começar a acontecer em até dois meses e estou certo de que deve provocar uma aceleração ainda mais forte nas vendas'', avalia Fox.
Além dos recursos do PAC, a indústria se prepara para atender à demanda que será criada pelo setor da construção civil focado em projetos de habitação. A estimativa é que, entre recursos captados na Bolsa de Valores, de bancos privados ou de investidores novos, R$ 67 bi sejam aplicados em construção de moradias este ano.
O presidente da Abramat afastou a possibilidade de inflação por demanda. Segundo ele, há ociosidade de 20% em média na indústria de materiais, o que garante atender à demanda sem pressão sobre preços. ''Inflação de demanda não vai ocorrer'', sustenta.
O faturamento bruto das vendas dos materiais de construção no mercado interno em março cresceu 22,21% em relação ao mês anterior e 6,24% ante o mesmo mês de 2006. No mercado externo, o faturamento acumulado no trimestre cresceu apenas 0,59% ante o primeiro trimestre de 2006. (Agência Estado)





