Variação serve de indexador em reajustes
O avanço tecnológico do setor e as novidades em itens de acabamento das edificações, somados à localização do empreendimento e qualidade dos serviços da construtora, resultam em custos, invariavelmente maiores que os ajustados mensalmente pelo CUB. Isto ocorre porque a planilha para o cálculo do CUB é composta de insumos básicos à edificação. Ou seja, não importa onde será construída a casa, a obra precisa de tijolos, cimento, areia, ferro etc. Por isso o CUB reflete o custo mínimo, para os padrões de projetos já preestabelecidos pela NBR, ilustra o engenheiro civil Elizeu Gheller que elaborou, no início dos anos 80, o programa de planilha para o Sinduscon Norte do Paraná, em Londrina.
O engenheiro argumenta que apesar de muitas vezes parecer confuso para o consumidor final, pela sua diferença de custo em um mesmo Estado, ou ainda pelos valores agregados nas planilhas das construtoras, o CUB é índice oficial normatizado. Tanto que é usado, não só pelos imobiliaristas, na hora da compra e venda, como também pelos agentes financeiros, diz ele.
Além disso, o maior benefício do CUB é que, nestes últimos anos, a taxa de variação mensal tornou-se um indexador para os reajustes contratuais, principalmente em negociação direta entre clientes e construtoras, como é o caso dos autofinanciamentos ou ainda no período de pagamento da poupança.
Além dos diferentes projetos, sistemas e material de construção utilizados, o engenheiro comenta também sobre o fator custo mão-de-obra, na planilha do CUB. Ela tem percentuais diferenciados, na composição das planilhas. Ou seja, enquanto em Londrina, por exemplo, o custo equivalente à mão-de-obra representa, em média, 45% da composição da planilha, em outra região do Paraná pode ser maior ou menor. E isso é significativo no resultado final. Outro detalhe: meses da convenção coletiva entre o Sindicato da Indústria e o Sindicato dos Trabalhadores também refletem em variação, a maior, no Custo Unitário Básico, finaliza o engenheiro. (L.B.)
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