O Custo Unitário da Construção Civil (CUB) é calculado de maneira igualitária em todas as capitais e principais cidades brasileiras, mas mesmo assim os valores acabam sendo diferentes no final de cada mês. A variação do índice se deve ao fato de os componentes usados para calcular a taxa apresentarem variação no preço de região para região. A variação acumulada do custo da construção de janeiro a junho ficou em 2,28%, enquanto a inflação pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) ficou em 1,9%, no mesmo período.
A variação a mais do CUB representa uma vantagem para os construtores que financiam imóveis pelo sistema interno dos Sindicatos das Empresas da Construção Civil (Sinduscons). Mesmo assim, muitos empresários defendem alterações no índice da construção civil.
O cálculo é feito considerando os gastos com materiais e mão-de-obra. Os salários e preços dos materiais são obtidos através do levantamento de informações tomadas a partir de uma amostra de 40 empresas de construção. O indicador refere-se ao custo e não ao preço dos itens analisados, por isso a pesquisa é feita junto ao comprador, que no caso são as construtoras.
O Sinduscon de Curitiba analisa que o CUB representa hoje o índice mais apropriado para a correção das prestações de um imóvel comprado. Isso devido ao fato de os índices que medem a inflação nem sempre representarem as alterações nos preços dos produtos usados em uma obra. O item que mais pressiona o aumento do CUB é o da mão-de-obra.
Desde a implantação do Plano Real, em julho de 94, até junho deste ano, houve um encarecimento de 131,6% no custo do serviço dos trabalhadores, enquanto os materiais ficaram 16,5% mais caros no mesmo período. No cálculo do CUB de junho a mão-de-obra teve participação de 54,8% enquanto os materiais representaram 45,1%.

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