Varejo de material de construção em expansão
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domingo, 15 de novembro de 2009
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Impulsionado pela isenção do Imposto sobre Produtos Industrizados (IPI), o varejo da construção civil da região de Londrina deve encerrar o ano com um crescimento de 4% a 4,5% com relação a 2008. Já em nível nacional, a expectativa é de um aumento de 6,5% sobre o ano passado, quando o setor bateu recorde de faturamento: cerca de R$ 43,23 bilhões, segundo projeções da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). ''Para 2010 projetamos um crescimento de 10% sobre 2009'', afirma Cláudio Conz, presidente da entidade.
Nos dez primeiros meses do ano, o desempenho nacional foi 4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Anamaco. No mês passado o resultado do varejo brasileiro foi 3% superior com relação a setembro e na comparação com outubro de 2008. Nesse período o resultado regional foi um pouco maior: cerca de 4%, de acordo com estimativas da Federação das Associações dos Comerciantes de Material de Construção do Paraná (Fecomac-PR). Para o presidente da entidade, Adriano Montanari, o fim do período chuvoso também contribuiu para o resultado positivo na região.
''Além disso, percebemos que há falta de casas na região, tanto para compra como para locação. Isso tem ajudado o setor'', afirma Montanari. Ele lembra que no ano passado a construção civil registrou um ''boom'', enquanto neste ano tem ocorrido um equilíbrio nas vendas. ''No entanto, os preços estão, em média, entre 5% e 6% mais baixos'', diz. A redução dos custos no varejo ocorreu devido a desoneração temporária de IPI, anunciada pelo governo federal em abril. Produtos como o cimento, tinta e cerâmica, apresentaram diminuição média imediata nos preços de 8,5%.
''A redução do IPI está em vigor até o dia 31 de dezembro deste ano, mas estamos trabalhando o adiamento do prazo, pois, diferente do que aconteceu com os setores de automóveis e linha branca, o benefício não valeu imediatamente para os nossos estoques'', explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco. Ele acrescenta que inicialmente as lojas tiveram que trabalhar com um preço médio porque os estoques ainda estavam com o antigo IPI enquanto o consumidor já solicitava o desconto no balcão. ''Os produtos do semento ficam, em média, de 60 a 90 dias em estoque e, agora que os lojistas poderiam repassar 100% do desconto de IPI e abandonar o preço médio, estamos com uma tendência de aumento do preço de matérias primas no mercado internacional'', completa.
Fim de ano
Setores de cerâmica e acabamentos em geral, incluindo tintas, tiveram um crescimento de 8% no mês de outubro, o que indica retomada de obras. ''As pessoas já começaram a preparar a casa para as festas de fim de ano. Elas querem receber a família com a parede pintada, a casa bonita. Quem vai viajar e tem casa na praia ou sítio, também quer deixar tudo em ordem para curtir as férias, então é natural que as vendas aumentem nesta época do ano'', comenta o presidente da Anamaco.
Segundo ele, a primeira parcela do 13º salário também aquece este momento de compras. ''As próprias lojas já sabem desse aumento de movimento, então fazem promoções, tentam atrair o consumidor. Depois da primeira quinzena de dezembro já entra o período de férias escolares e criança em casa não combina com reforma, por isso o momento de reformar é agora'', completa. Ainda de acordo com o presidente da Anamaco, o volume de vendas deve crescer em torno de 20% até o final do ano. ''A dica é que o consumidor pesquise preço, pois certamente há muitas promoções em destaque este mês. Além disso, a redução de IPI ainda está em vigor para os materiais de construção até o dia 31 de dezembro'', finaliza.


