Vantagens e desvantagens do imóvel de esquina
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sábado, 09 de setembro de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Adquirir um imóvel de esquina é vantajoso quando a localização, o tamanho e as condições gerais do prédio forem úteis ao comércio. Morar em esquina, no centro ou arredores, tornou-se desconfortável e perigoso nas últimas décadas. O barulho dos veículos e pedestres, a exposição e a violência prejudicaram a qualidade de vida - principalmente - em casas.
Edifícios comerciais de esquina comparados a outros instalados no meio do quarteirão são mais procurados e custam mais. Segundo o imobiliarista José Carlos Delalibera, a diferença de preço chega a 20%.
No início dos anos 80, o médico Gladston Luiz Castro e o sócio pretendiam alugar um prédio no centro de Londrina para comercializar alimentos naturais. ''Queríamos o imóvel que estava à frente dos motoristas que seguiam pela Hugo Cabral e à direita daqueles que trafegavam na Pio XII, mas, na época ele estava ocupado. Compramos, então, o ponto ao lado da esquina oposta e, com o tempo, abrangemos este outro imóvel. Após 24 anos de trabalho, concluímos que o sucesso do negócio não depende somente da localização, mas também da maneira como ela é aproveitada''.
Atualmente, ele administra sozinho um estabelecimento semelhante na Avenida Higienópolis e não obtém o retorno que almejava. ''Consegui novos clientes graças à propaganda dos antigos e a experiência no ramo. No entanto, preciso investir mais no visual para que os motoristas e pedestres que sobem apressadamente esta via sintam-se atraídos''.
A família de Daniel Rosseto, proprietária de uma loja de presentes, bijuterias e acessórios na esquina das ruas Pio XII e Pernambuco (Centro), recebe constantemente propostas de compra para o imóvel. ''Qualquer tipo de negócio iria bem neste ponto'', afirma o rapaz, que dividiu com o irmão e os primos parte do quarteirão deixado pelo avô.
Roberval Andrade e Silva também atribui à localização privilegiada a manutenção da Panificadora Family. Instalada na esquina da Rua Hugo Cabral e Avenida Paraná (Calçadão), ela atende a população que circula pelas imediações, os hóspedes de hotéis próximos e a clientela herdada na compra do ponto. ''Meu pai está no ramo há quase 40 anos e numa viagem a Londrina procurou um lugar para tomar café, gostou do local, fez a oferta e, há 12 anos, deixamos Bernardino de Campos (interior de São Paulo) para nos fixarmos aqui'', lembra o comerciante.


