Uso da água da chuva reduz conta do condomínio
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sábado, 02 de junho de 2007
Reportagem Local 
Aos poucos, a adoção de atitudes socioambientais responsáveis em prédios residenciais deixa de ser um discurso politicamente correto para ganhar contornos práticos. E com resultados surpreendentes, tanto do ponto de vista ecológico quanto dos gastos mensais do condomínio.
É a essa conclusão que se chega ao se examinar a conta de água de pelo um dos edifícios de Londrina, o Arquiteto Vilanova Artigas, na Gleba Palhano (zona sul). Construído pela Plaenge, o prédio foi entregue aos moradores no final de 2005 já com um sistema de coleta e armazenamento de água da chuva.
O consumo de água de um prédio é um dos itens que mais pesa na hora de pagar a conta do condomínio, afirma a síndica do Artigas, a advogada Rita de Cássia Ferreira Leite, baseada na experiência que teve também como síndica no edifício em que morava antes de se mudar para o prédio na Palhano.
Por isso, não deixou de ser surpresa quando ela constatou que a conta da água usada para lavar as áreas comuns do Artigas tinha reduzido de aproximadamente R$ 2.400 nos meses com menos chuva para cerca de R$ 300 nos meses com precipitações regulares. É uma satisfação muito grande diminuir o valor mensal do condomínio e, ao mesmo tempo, contribuir com a preservação dos recursos naturais, avalia a síndica.
O sistema instalado no Artigas consiste em captar as águas pluviais - principalmente nos 950 metros quadrados do telhado do edifício -, transportá-las por condutores até um reservatório localizado no subsolo e, finalmente, passá-las por filtros para retirar as impurezas sólidas.
No reservatório, uma bomba leva a água para uma rede de torneiras que irriga jardins e é usada na lavagem de pisos das áreas comuns do prédio - como calçadas e garagem. Quanto à manutenção do sistema, não há custos além do pequeno consumo de energia elétrica para o funcionamento da bomba de pressurização da rede de torneiras, explica o engenheiro Ciro Koji Nassu, da Plaenge.
Rita de Cássia lembra que não é apenas a coleta e o armazenamento da água da chuva o único item a colaborar com a diminuição dos gastos mensais do condomínio e, também, com a preservação dos recursos hídricos.
O que também nos ajuda a racionar o uso da água no Artigas são os medidores individuais de consumo de água. Cada apartamento conta com o seu próprio medidor e o morador paga somente pelo que consome, diz. Segundo ela, o medidor torna cada um dos moradores responsável pela economia e as pessoas pensam duas vezes antes de gastar mais água.
Baseada nas minhas experiências como síndica, afirmo que o aspecto econômico é um poderoso aliado para o desenvolvimento de uma cultura de maior respeito e de preservação do meio ambiente, conclui Rita de Cássia, sintonizada com as discussões que elevaram o tema da sustentabilidade ao topo da prioridades atuais do planeta.


