Uso consciente da energia elétrica
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 2014
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Um gasto certo no final do mês e que afeta o orçamento das famílias é o da conta de energia. Medidas simples, no entanto, podem auxiliar Na redução dos valores e promover um consumo consciente, o que vai de encontro com questões ligadas a sustentabilidade.
O primeiro passo para combater os gastos é conhecer quais são os "vilões" da conta de luz. Segundo a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), geladeira (30%), chuveiro elétrico (25%) e iluminação (20%) são os maiores responsáveis pelo consumo. Seguidos de televisão (10%), ferro elétrico (6%), máquina de lavar (5%) e outros eletrodomésticos presentes na casa (4%). "O ideal é pensar em medidas que possam diminuir os custos principalmente com relação a geladeira e também o chuveiro", diz Antonio Valter de Andrade, engenheiro de medição da Copel.
Como fazer para economizar então? Ele explica que é preciso "atacar" os principais responsáveis pelo consumo. No caso de chuveiros elétricos, por exemplo, a dica é reduzir o tempo do banho e aproveitar a alta temperatura usando o aparelho na função verão. Isso pode reduzir os gastos em até 40%
Em uma conta rápida, Andrade exemplifica que uma família de quatro pessoas, que tomem banhos diários de 15 minutos utilizando um aparelho de 5,2 mil watts de potência mais encontrado no mercado atualmente - com a chave no modo inverno, terá um gasto mensal próximo a R$ 60. "Estamos falando só do chuveiro. Com a chave no modo verão, somada à redução do tempo de banho, pode haver um ganho de 40% nos custos", diz.
Já quanto ao refrigerador, outro dos grandes vilões, o engenheiro aconselha o ajuste de temperatura. Segundo ele, se o dia não estiver quente, não há motivo para conservar alimentos na geladeira em sua temperatura máxima. Evitar o abre e fecha da porta também é outra medida capaz de fazer a diferença.
Quanto à utilização de lâmpadas, o chefe executivo de ofício (CEO), da Avant - empresa especializada no desenvolvimento de soluções para iluminação, Gilberto Grosso pondera que há alguns anos, materiais incandescentes têm sido substituídos por fluorescentes que costumam durar de 7 a 8 vezes mais. "Houve um incentivo do Governo para essa troca. As lâmpadas fluorescentes duram mais e iluminam melhor que as incandescentes", diz.
Conforme ele, os avanços estão sendo constantes no campo da iluminação, visando à sustentabilidade e o conforto dos usuários. "Ano a ano são feitos novos avanços no sentido de economizar e ainda tornar o mundo mais sustentável. Já se pode apostar no LED para o futuro, mas as fluorescentes ainda compensam mais, por questões financeiras".
Ainda, de acordo com Grosso, a opção por aparelhos que tenham selo "A" na avaliação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) também pode auxiliar na economia.
Vale lembrar que a Copel disponibiliza em sua página na internet (wwww.copel.com) um simulador pelo qual podem ser calculados os gastos com o consumo médio de energia elétrica dos aparelhos de uma residência.


