Um gasto certo no final do mês e que afeta o orçamento das famílias é o da conta de energia. Medidas simples, no entanto, podem auxiliar Na redução dos valores e promover um consumo consciente, o que vai de encontro com questões ligadas a sustentabilidade.
O primeiro passo para combater os gastos é conhecer quais são os "vilões" da conta de luz. Segundo a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), geladeira (30%), chuveiro elétrico (25%) e iluminação (20%) são os maiores responsáveis pelo consumo. Seguidos de televisão (10%), ferro elétrico (6%), máquina de lavar (5%) e outros eletrodomésticos presentes na casa (4%). "O ideal é pensar em medidas que possam diminuir os custos principalmente com relação a geladeira e também o chuveiro", diz Antonio Valter de Andrade, engenheiro de medição da Copel.
Como fazer para economizar então? Ele explica que é preciso "atacar" os principais responsáveis pelo consumo. No caso de chuveiros elétricos, por exemplo, a dica é reduzir o tempo do banho e aproveitar a alta temperatura usando o aparelho na função verão. Isso pode reduzir os gastos em até 40%
Em uma conta rápida, Andrade exemplifica que uma família de quatro pessoas, que tomem banhos diários de 15 minutos utilizando um aparelho de 5,2 mil watts de potência – mais encontrado no mercado atualmente - com a chave no modo inverno, terá um gasto mensal próximo a R$ 60. "Estamos falando só do chuveiro. Com a chave no modo verão, somada à redução do tempo de banho, pode haver um ganho de 40% nos custos", diz.
Já quanto ao refrigerador, outro dos grandes vilões, o engenheiro aconselha o ajuste de temperatura. Segundo ele, se o dia não estiver quente, não há motivo para conservar alimentos na geladeira em sua temperatura máxima. Evitar o abre e fecha da porta também é outra medida capaz de fazer a diferença.
Quanto à utilização de lâmpadas, o chefe executivo de ofício (CEO), da Avant - empresa especializada no desenvolvimento de soluções para iluminação, Gilberto Grosso pondera que há alguns anos, materiais incandescentes têm sido substituídos por fluorescentes que costumam durar de 7 a 8 vezes mais. "Houve um incentivo do Governo para essa troca. As lâmpadas fluorescentes duram mais e iluminam melhor que as incandescentes", diz.
Conforme ele, os avanços estão sendo constantes no campo da iluminação, visando à sustentabilidade e o conforto dos usuários. "Ano a ano são feitos novos avanços no sentido de economizar e ainda tornar o mundo mais sustentável. Já se pode apostar no LED para o futuro, mas as fluorescentes ainda compensam mais, por questões financeiras".
Ainda, de acordo com Grosso, a opção por aparelhos que tenham selo "A" na avaliação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) também pode auxiliar na economia.
Vale lembrar que a Copel disponibiliza em sua página na internet (wwww.copel.com) um simulador pelo qual podem ser calculados os gastos com o consumo médio de energia elétrica dos aparelhos de uma residência.

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