O Conselho de Síndicos do Secovi de Maringá está conseguindo reduzir os custos e aumentar a segurança nos edifícios da cidade, além de melhorar a qualidade de vida dos moradores. Com idéias simples e a troca de experiências, os síndicos procuram administrar de forma mais participativa, abrindo espaço inclusive para as crianças. Os conselheiros se reúnem uma vez por mês, e quando não existem problemas para serem debatidos ouvem especialistas das mais diversas áreas. ‘‘Das reuniões conseguimos tirar idéias que vão nos ajudar no trabalho diário’’, explica Amauri Pereira, síndico do edifício Versalhes.
Ele garante que depois da criação do conselho, os moradores de edifícios de Maringá têm mais segurança e um custo menor nas despesas mensais. ‘‘Tudo alcançado com iniciativas simples’’, afirma. Pereira diz que os sensores de presença, ou minuterias, instalados no sistema de iluminação das áreas comuns, hoje estão presentes na maioria dos prédios da cidade. ‘‘Pode não parecer muita coisa, mas os sensores garantem uma economia significativa no final do mês’’.
Outra iniciativa que partiu do conselho foi a medição dos pára-raios, que tem garantido maior segurança aos moradores de prédios da cidade. Segundo Pereira qualquer prédio está sujeito a receber uma descarga elétrica, e onde o pára-raios está em bom estado os prejuízos e riscos são evitados. Ele destaca também a análise da água consumida pelos condôminos.
Os síndicos enviam amostras, mesmo dos prédios abastecidos com poços artesianos, para a Universidade Estadual de Maringá, que cobra R$ 13,00 pela análise. ‘‘É um custo muito baixo em relação em benefício de se garantir uma água com qualidade’’, diz. Pereira lembra ainda que o conselho está conseguindo unir os síndicos, que ganham mais força no momento de reivindicar qualquer benefício do poder público.
No edifício Residencial Sul, o síndico Pedro Sérgio da Silva, que também é do conselho, implantou o síndico mirim. São cerca de 120 crianças, que antes reclamavam e geravam reclamações dos moradores. ‘‘Agora tudo está mais organizado, acabamos com o excesso de lixo nas áreas comuns e com o barulho’’, afirma. Silva explica que no início era obrigado a advertir as crianças, mas agora as conversas resolvem os pequenos problemas.

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