Como uma lagarta que virou borboleta, o concreto - tão básico, cinzento e sem vida - deu um salto tecnológico e fez uma revolução nos pisos de todo o mundo. A estamparia em concreto que já está sendo utilizada há quase duas décadas nos Estados Unidos e Europa, chega ao Brasil com muita força. A técnica se apresenta como uma solução prática, barata e muito criativa principalmente para áreas externas de construções.
Os resultados podem ser vistos em diferentes pontos do Brasil. Muitas ruas de São Paulo exibem suas calçadas estampadas e coloridas. Em Curitiba também já começam a aparecer algumas casas com excelentes resultados na utilização desta técnica. No interior do Paraná, a empresa Quintalcasa de Maringá, além de estar importando esta tecnologia da Inglaterra, está aperfeiçoando a técnica e desenvolvendo um sistema próprio. Ela faz pisos personalizados, exclusivos, utilizando a metade do tempo e do preço gastos para revestir com outros materiais convencionais.
Foto: DivulgaçãoMosaicos, efeitos de granito, ardósia, lajotas, cerâmicas e outros pisos podem ser imitados pela impressão em concreto‘‘A técnica de impressão no concreto do contrapiso é utilizada para fazer a superfície de acabamento, principalmente em grandes áreas externas’’, explica a engenheira Susan Sayão Mendonça. Ela diz que este processo é muito mais rápido do que se tivesse de assentar cerâmica ou outro revestimento sobre o concreto.
A impressão no piso é feita com a utilização de um grande rolo de aço sobre o concreto quase seco. Ao passar o rolo as formas desenhadas no metal passarão para a superfície. Além do rolo, formas metálicas ou feitas em material mais flexível também poderão complementar a impressão no concreto.
Como é uma técnica que exige muita precisão e planejamento, a engenheira sugere que seja feita por gente especializada. ‘‘O concreto deverá estar num ponto ideal de secagem, a espessura e a resistência da massa também deverão ser avaliadas por um técnico. Se estas medidas não forem tomadas e o piso não for bem alisado antes da marcação, pode-se perder todo o trabalho’’, alerta Susan.
Foto: DivulgaçãoTecnologia é importada mas recebeu adequações para ser utilizada aquiImpressão é feita com o uso de um rolo de aço sobre o concreto quase secoAlém das inúmeras formas e desenhos impressos no concreto, a técnica de estamparia tem ainda uma infinidade de cores e texturas que podem ser utilizadas simultaneamente num mesmo piso. ‘‘Pode-se adicionar o pigmentos, aditivos e impermeabilizantes na hora de fazer a massa’’, explica a engenheira. ‘‘Outra maneira é a de tingir a massa com uma coloração superficial espalhando-se as tintas e os pós sobre a superfície quase pronta.’’ Para dar um colorido e textura ao piso pode-se ainda fazê-lo na fase de acabamento. ‘‘Quando estiver quase pronto o piso pode ter sua superfície pintada ou desgastada com ácidos, resinas de proteção e outros elementos químicos’’, revela Susan Sayão.
Com o método de impressão em concreto pode-se conseguir efeitos diferentes e até exóticos. Segundo Milton Mendonça, os ‘‘resultados podem ser infinitos’’. ‘‘Podemos criar rolos especiais, personalizados, com brasões de família, por exemplo.’’ Pode-se fazer mosaicos, efeitos de granito, ardósia, lajotas, cerâmicas e outros diversos pisos. Até o efeito de tábuas corridas e de assoalhos rústicos imitando madeira e acabamento em pátina. Outra curiosidade: com calçadas portuguesas ou tijolinhos aparentes ou granito é comum acontecer infiltração nas juntas e com o tempo acabar deformando o piso. Segundo as empresas especializadas em concreto estampado isto não ocorre com esta forma de revestimento.
Com a nova técnica é possível criar texturas exclusivas, e motivos para ser impressos de acordo com o que o cliente sugerir. Outro ponto a favor da nova técnica é o tempo de execução. ‘‘Se o aplicador for treinado ele faz um piso estampado na metade do tempo que usaria para assentar um piso convencional sobre o cimento. E segundo a empresa maringaense o preço também é cerca de 40% menor do que outros revestimentos.
Serviço - - Quintalcasa, Rua Vila dos Remédios 114, Maringá, tel. (044) 972- 2196

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