Uma construção pode durar bem mais que uma vida, centenas e até milhares de anos. Mas um dia cai. Basta ver Veneza (Itália), as pirâmides (Egito), Machu Picchu (Peru). Belezas incontestáveis da arquitetura, elas têm seu tempo contado. Apesar da luta dos governos e entidades para recuperá-las e matê-las, sabe-se que o processo é inevitável.
Os profissionais da área adquirem esta consciência já no início dos estudos. É uma das primeiras idéias pré-concebidas que o curso faz questão de derrubar. ‘‘Nenhuma construção é eterna. Todas vão à ruína expontâneamente se o homem não as derrubar primeiro’’, diz uma das citações proferidas frequentemente por professores dos cursos de engenharia civil.
A imagem de ‘‘eternidade’’ da obra também precisa ser mudada entre a população. Para Carlos José Costa Branco, esta consciência ajuda a evidenciar a responsabilidade que o usuário tem, tanto na escolha do profissional, priorizando a qualidade do serviço, quanto na manutenção do seu imóvel.
Quanto ela vai durar depende também do empenho que o usuário tiver com a a manutenção. A explicação é simples. A construção é ‘‘viva’’. Suas partes sofrem desgastes do tempo e do uso. Para garantir a qualidade das edificações uma das sugestões do Clube de Engenharia de Londrina é criar uma lei que obrigue uma revisão periódica (de 10 em 10 anos).
‘‘É a implantação do tratamento preventivo também na construção civil’’, diz o engenheiro. Costa Branco compara a importância da prevenção do desgaste das edificações com a necessidade da prevenção no tratamento dentário. ‘‘Mantendo um controle periódico, as intervenções serão pequenas e mais baratas. Além de evitar a dor, a prevenção pode evitar a compra de uma dentadura’’, resume. (C.B.)

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