Ter uma sala de ginástica montada dentro de casa é uma facilidade, principalmente nos dias frios do inverno. Embora alguns privilegiados consigam manter miniacademias domésticas, a maioria das pessoas, por falta de espaço, acaba adequando os equipamentos aos ambientes da casa.
Isto se torna cada vez mais frequente, segundo explicou o arquiteto Roberto Sampaio, de Curitiba. ‘‘O design dos equipamentos melhorou muito, permitindo que eles façam parte da decoração da sala de estar ou do quarto, por exemplo’’, explicou.
Isto acontece, principalmente, em apartamentos de casais jovens ou de pessoas solteiras e despojadas. Ele comentou que esta também é uma excelente solução para estúdios e residências pequenas, permitindo que os equipamentos de ginástica façam uma composição social com a decoração. ‘‘Nem todo mundo tem poder aquisitivo e espaço suficientes para montar uma estrutura de academia’’, comentou.
A arquiteta de Londrina, Rita Carmona, concorda que praticamente qualquer espaço pode ser adaptado para uma sala de ginástica. Sacadas de apartamentos, varandas, um quarto de empregada desocupado, podem perfeitamente se transformar em um ambiente para exercícios.
A dica da arquiteta é apenas para que os ambientes sociais como salas sejam preservados. ‘‘Nestes ambientes é complicado colocar equipamentos. Fica estranho a pessoa estar malhando e de repente chegar uma visita’’, alega. Na opinião de Rita Carmona, devem ser reservados para ginástica, os ambientes interiores, mais íntimos.
‘‘Um banheiro espaçoso pode perfeitamente comportar uma esteira, ou uma bicicleta ergométrica, ou mesmo um canto do quarto de dormir’’, afirma a arquiteta.
Para quem faz exercícios em casa, Roberto Sampaio recomenda que o local seja sempre bem ventilado e que não tenha carpet ou outro tipo de piso que concentre fungos. ‘‘Durante a prática de esportes, o exercício pulmonar é maior; por isso, os riscos de levar ácaros ao pulmão são maiores.’’
Rita Carmona sugere ainda que o piso escolhido seja resistente, além de fácil de limpar e que o espaço seja clean, sem muitos objetos para evitar poluição visual. ‘‘Caso o ambiente tenha uma janela que dê vista para paisagens, este detalhe deve ser valorizado’’, sugere a arquiteta.
As cores, na opinião de Rita Carmona, também são importantes. ‘‘O espaço é que determinará as cores, assim como os equipamentos a ser utilizados. Espaços pequenos devem ter cores claras, com um toque de cor quente para estimular o exercício’’, orienta. A arquiteta sugere que sejam colocados acessórios como televisão, vídeo e aparelho de som. ‘‘Enquanto a pessoa se exercita pode se distrair ouvindo música ou assistindo um filme’’, afirma.
Roberto Sampaio ensina que, nos ambientes dedicados à ginástica, deve-se evitar o uso de iluminação que gere calor. O arquiteto já assinou projetos como o da Academia All Sport e da Academia The Best, em Joinvile, a maior do Sul do País.

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