Londrina – Verão é sinônimo de sol e calor, diversão e... piscina! Cada vez mais presente nos projetos de imóveis, a piscina deixa de ser apenas sinônimo de status para agregar valor na moradia. Principalmente por sua conotação de lazer sem a necessidade de sair de casa. Ou seja, é uma área de diversão com privacidade e segurança.
O conforto na área da piscina hoje é prioridade, já que o espaço é bastante ocupado, normalmente com reuniões de família e amigos. Por causa disso os projetos de piscinas mudaram – formato e profundidade passaram a ter mais importância, ao contrário de anos atrás, quando o formato mais comum era a piscina retangular, e nenhum charme. ‘‘Hoje, os formatos são variados, adaptados de acordo com o local onde as piscinas serão instaladas. A profundidade fica em média em 1,30 metros, não mais com uma área mais rasa e outra com mais de dois metros. O que se usa muito, hoje, são as ‘prainhas’, locais bem rasinhos para tomar sol’’, explica o arquiteto de Londrina, Marcelo Melhado.
Paisagismo, revestimentos, área de estar (leia matéria na página 3), decks e hidromassagem também passaram a ser itens importantes no projeto. A boa notícia é que não é necessário mais ter um enorme quintal para poder pensar em construir uma piscina em casa. Pequenos espaços aliados a projetos criativos podem fazer o sonho se tornar realidade.
Melhado já chegou a fazer projeto de piscina de apenas nove metros quadrados. ‘‘Como o objetivo era a diversão, a piscina não precisava ser tão grande’’, explica. A solução encontrada foi usar um modelo em forma de meia lua, encostada na parede. Mesmo pequena, a piscina ganhou cascata, hidromassagem e aquecimento (fundamental em coberturas de prédios, porque não existe contato com a terra).
O primeiro passo, segundo o arquiteto, antes de se decidir pela piscina, é definir qual será sua utilização – ‘‘se é para nadar ou para brincar’’. ‘‘Uma piscina para nadar não pode ter menos que 20 ou 25 metros’’, explica.
Várias são as opções de revestimento na piscina, mas a escolha, segundo Melhado, tem que ser criteriosa. ‘‘Manutenção e custo-benefício devem ser levados em conta’’, explica. A escolha pode ficar entre o tradicional azulejo, a cerâmica, pastilhas (de vidro, porcelana ou cerâmica), o vinil ou a fibra de vidro. ‘‘A fibra de vidro é a mais barata, mas tem vida útil de 10 anos. A pastilha e a cerâmica são bastante resistentes e bonitas. Mas, a pastilha tem um custo elevado, por isso, normalmente é usada apenas nos detalhes’’, afirma.
No deck, a escolha pode recair na madeira, tijolo, pedra ou cerâmica. Os critérios para a escolha devem levar em conta a manutenção, a integração ao paisagismo, se é antiderrapante e se é térmico.‘‘A madeira, por exemplo, fica maravilhosa, mas muitas pessoas não gostam, por causa da manutenção. O material deve ser envernizado todo ano’’, explica.
Para a última Mostra de Decoração e Interiores de Londrina, os arquitetos Marcelo Melhado e Carlos Kuhnlein optaram por uma cerâmica de alta resistência no deck, na borda da piscina e na área interna, e o verde, com muitas plantas e grama, teve presença garantida para não deixar o local tão ‘‘árido’’. E como a piscina já estava no local sofreu apenas algumas interferências, como as cores azul claro e marinho, e arredondamento das bordas.
Serviço: Marcelo Melhado (arquiteto) – fone (43) 324-3547
Carlos Kuhnlein (arquiteto e paisagista) – fone (43) 343-0291

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