Turismo de eventos reforça mercado de imóveis
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2001
Ligia BarrosoDe Londrina 
Setor que é considerado a maior indústria do mundo, o turismo abre suas fronteiras para que pequenos e médios investidores do mercado imobiliário brasileiro se tornem também empresários hoteleiros, sob a administração de sólidas e bem-sucedidas bandeiras internacionais.
Como a acomodação é um dos alicerces de sustento do setor, as facilidades para aquisição de uma, ou várias cotas deste tipo de empreendimento, aliadas às elevadas cifras que giram no segmento de hotelaria, vêm atraindo um número crescente de interessados neste, para nós brasileiros, novo e próspero mercado.
Qualquer pessoa que possua cerca de R$ 1 mil por mês disponíveis para aplicação em um empreendimento já pode se tornar um empresário hoteleiro. Até pouco tempo isto era quase impossível, pois os hotéis não se abriam para aportes de pequenos e médios investidores, preferindo aplicar capital próprio. Atualmente, há linhas de crédito que possibilitam pagamentos financiados em até 60 meses, com juros de apenas 1% ao mês, diz Pedro Bobroff, gerente de vendas da CIA, empresa responsável pela comercialização das 123 unidades do primeiro hotel da região Norte do Paraná voltado ao turismo de negócios.
Com administração da bandeira Atlantica Hotels International (empresa do grupo americano responsável pela administração de 5 mil hotéis em 37 países), os empreendedores do Comfort Suites Londrina - a FAL2 Incorporadora, contrataram uma das maiores consultorias em hotelaria do mundo, a Harwath Consulting, que apontou, entre outros itens, o local da construção, à margem da Rodovia Celso Garcia Cid, em frente ao shopping Catuaí, como fator determinante para a operacionalização e taxa de ocupação.
O diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Jurandir Guataçara, diz que aquela região é de grande potencial de desenvolvimento, pois reúne o centro de eventos, shopping, residenciais de alto padrão e universidades. Estes elementos funcionam como um ímã de investimentos.
Mas a localização é apenas um, entre os sete pontos elencados pela revista Meu Dinheiro deste mês (da Revista Exame), para garantir um bom retorno ao investidor hoteleiro. A publicação orienta como deve ser a divisão de lucros, a política de administração, a importância da solidez do empreendedor, dos padrões de decoração, e as taxas pré-operacionais e para equipar áreas comuns.
As sete razões para investir neste novo segmento que, segundo relatos de entidades ligadas ao turismo, estima um aumento de 10% a 15% de hóspedes em todo o Brasil neste ano de 2001 , além da localização, como a primeira delas apontadas pela revista, o lucro do empreendimento deve ser dividido entre os sócios: Você inclusive. Quando o flat ou hotel estiver aberto, a taxa de administração também deve ser paga para cobrir os custos de funcionamento; a solidez da empresa que está construindo ou que vai operar o flat ou hotel é fundamental; para investir em flats ou hotéis é preciso seguir os padrões de decoração impostos pela administradora; taxas para equipar áreas comuns e taxa pré-operacional, que custeiam as despesas iniciais, de preferência assumidas pela incorporadora.
A FAL2 entrega o empreendimento com as áreas comuns já equipadas, o que garante um diferencial em relação aos outros hotéis e uma despesa a menos para o investidor. E a taxa pré-operacional não é da operadora e sim para viabilizar o começo das atividades do negócio, custeando despesas iniciais, enfatiza o superintendente da incorporadora do Comfort Londrina, Fernando de Albuquerque.


