Célia Baroni
De Londrina
Transparências, delicadeza e espaço limpo, amplo. O visual também está na moda para as janelas que pedem cada vez mais tecidos leves e, quando possível transparentes. ‘‘O interessante dos tecidos leves e transparentes está no fato de combinarem tanto com espaços pequenos quanto com os espaços mais amplos’’, afirma o arquiteto Guilherme Torres.
Ele lembra que antigamente era difícil variar os tipos de cortinas porque os tecidos eram normalmente pesados e os modelos ainda acompanhavam a pompa dos casarios – eram símbolo de poder. Para ele, o avanço tecnológico da indústria de tecidos é o principal responsável pelas mudanças. A variedade de modelos de tecidos e materiais (sintéticos e naturais), principalmente transparentes e uma sucessão de novas tramas, torna possível qualquer projeto.
Sempre charmosa, a cortina transparente dá leveza ao ambiente e ajuda a dar a impressão de um espaço maior. Tudo sem precisar abrir mão da luminosidade, um serviço que a natureza proporciona e que é vital para o nosso bem-estar. As cortinas vêm de encontro ao desejo cada vez maior das pessoas de ter um ambiente iluminado, mesmo entre prédios e casas.
Não é a beleza que manteve as cortinas na composição da decoração das casas e escritórios. O que realmente pesa é a funcionalidade – proteger o ambiente interno do desgaste do sol e conferir a privacidade. ‘‘O sol desgasta móveis e pisos e as cortinas apareceram para resolver este problema’’, diz.
Mas como casar transparências com privacidade? O arquiteto responde que há várias formas de contornar o aparente antagonismo. A mais simples é usar um forro que pode ser puxado quando os moradores querem maior privacidade ou ficar aberto dando passagem à luminosidade do sol, trazendo a paisagem de fora para dentro da casa.
Este sistema, no entanto, pode não ser o mais adequado e nem sempre é a resposta ideal para o ambiente. Torres é defensor da simplicidade e do conceito ‘‘quanto menos tecido, mais leve e agradável o ambiente. O excesso de tecidos não é prático (acumula pó e ácaros) e poucos ambientes aceitam este visual’’.
As persianas vieram com uma proposta similar, diz. Mas até recentemente era preciso escolher entre a luminosidade e a privacidade. Abertas elas não ofereciam proteção e, fechadas, bloqueiam o sol, tornando o ambiente escuro, sem luminosidade. Uma solução prática e eficiente é o casamento da persiana com o tecido transparente. A persiana funciona como proteção contra o sol e o tecido fino dá a leveza e aconchego ao ambiente.
Dicas
1- Para optar por uma cortina transparente é preciso, em primeiro lugar que o morador goste da paisagem, do que está vendo.
2- Escolha bem a sua cortina porque o preço inviabiliza a troca constante.
3- O tecido é apenas uma parte do custo da cortina. Além dele deve-se somar ainda a mão-de-obra e aviamentos.
4- Uma cortina ocupa em média, um espaço de 20 centímetros, um espaço que deve ser levado em consideração na hora da escolha do modelo.
5- Escolha tecidos que podem ser lavados na máquina ou especiais – podem ser limpos apenas com um aspirador. A cortina tem que ser bela e prática.
6- Esqueça os bandôs. Guilherme Torres garante que eles não voltam mais.Aparentemente incompatíveis, estas duas palavras casam perfeitamente com qualquer tipo de decoração atribuindo leveza aos ambientes
Dorico da SilvaA linha Vertiglide oferece a transparência e o black out, conforme a necessidade do momentoReproduçãoCHARMEA cortina transparente dá leveza ao ambiente e ajuda a dar a impressão de um espaço maior