Trabalho do Cesulon é
selecionado para a BIA
DivulgaçãoMaquete do centro cultural: idéia foi resgatar a importância de Londrina no contexto da arquitetura modernista de Villanova ArtigasLondrina se faz presente na 4ª Bienal Internacional de Arquitetura através de um trabalho realizado por um grupo de alunos do 4º ano de Arquitetura do Cesulon-Centro de Estudos Superiores de Londrina. O projeto foi selecionado para participar de um concurso destinado a faculdades do mundo todo e deve ficar exposto para os visitantes do evento até o encerramento, no dia 25 de janeiro. O tema – um centro cultural envolvendo museu e biblioteca – foi desenvolvido com base na dualidade tradição/inovação que caracteriza a cidade de Londrina.
‘‘Ao desenvolver o projeto, enfatizamos a importância social de um centro cultural na cidade. Por isso, concebemos um edifício acessível a todos, independente da condição econômica. Além do museu e da biblioteca, idealizamos um pólo irradiador de cultura com espaço para eventos, cursos, estação de rádio, quadra de esportes e telão. Integramos a obra com o sistema viário da cidade, possibilitando acesso para pedestres, carros e usuários do transporte coletivo’’, explica o estudante Alessandro Cavalcanti. Completam o time de executores do trabalho Agnaldo Cavalini, Ana Paula Alonso, Ricardo Luna Makhoul e Virgínia Nami Oshiai. A proposta foi do professor José Luiz Miotto, chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. O orientador responsável é o professor Roberto Ramos Vilela.
Com relação ao projeto arquitetônico, a idéia foi resgatar a importância de Londrina no contexto da arquitetura modernista de Villanova Artigas e enfatizar o caráter progressista da cidade na época áurea do café. ‘‘Buscamos caracterizar o espírito inovador da arquitetura no período. Apesar de conservadora, Londrina está sempre aberta a inovações’’, coloca Agnaldo Cavalini. A ponte para o presente foi feita através da opção por novas tecnologias e materiais, como as madeiras tratadas e os metalizados.
O local escolhido para a construção do Centro foi um terreno entre as Avenidas Rio Branco e José de Alencar. ‘‘O lançamento de grandes empreendimentos em áreas periféricas desafoga o centro e estimula o desenvolvimento em outras regiões da cidade. O local também permite fácil acesso aos moradores da região norte, tradicionalmente excluídos da vida cultural de Londrina’’, argumenta Alessandro.
O trabalho apresentado na Bienal totaliza seis painéis e uma maquete, que levaram cerca de três meses para serem confeccionados. Para o ano que vem, o grupo pretende expor o projeto para o público de Londrina, visando estimular outros estudantes a participarem de eventos do porte da BIA. ‘‘Enquanto cidade do interior, Londrina é referência arquitetônica em todo o País, e nos esforçamos para divulgar esta informação’’, finaliza Agnaldo.

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