Ousadia é a proposta do arquiteto Wagner Donadio de Souza, que aproveitou sua experiência em teatro, como diretor da Cia. Independente, para dar mais dramaticidade à sua intervenção criativa nesta 7DM&I. A ele ficaram reservados os ambientes mais discretos da exposição, as áreas de circulação interna, como corredores, escadas e halls de acesso. Esses ambientes, contudo, nunca mais serão tão discretos, depois dele. ''Soltei minha imaginação teatral'', comenta Wagner, entusiasmado, ''e brinquei com a iluminação, com a cor, um roxo escuro, e com as peças decorativas''.
A partir dessa concepção, o corredor do andar de cima transformou-se em uma ''Galeria do Colecionador'' cheia de surpresas. O visitante encontra um contraponto entre a arte primitiva nigeriana peças do acervo do Núcleo Afro-asiático da UEL e a arte contemporânea de artistas londrinenses, como Yoshia Nakagawara, Elisa Greca, Juliano Cesar e Shivananda, e se diverte com ''brincadeiras'' com sensores eletrônicos, que abrem e fecham persianas, revelando peças embutidas nas paredes laterais.
Seguindo essa mesma linha de raciocínio, dois elefantes, estrategicamente colocados no hall de circulação do andar de baixo, parecem dar boas vindas a quem chega. E, no espaço limitado debaixo de uma escada, Wagner criou o ''Recanto da Vovó'', não para acolher uma vovó e suas amigas, naturalmente, mas ''porque é tudo muito antiquário'', esclarece.
Ambientes pouco valorizados ganharam, dessa forma, o toque do teatrólogo, que cria sensações, a partir de um mundo mágico e bem humorado.

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