Práticos, eficientes e acessíveis, os toldos ainda não conquistaram os brasileiros, mas estão no caminho certo. Sempre ligados a empreendimentos comerciais, só recentemente a utilização de toldos em residências vem deixando de ser uma ‘‘cobertura provisória’’, para se tornar uma opção de efeito – com fins arquitetônicos.
‘‘O toldo só fica feio quando é elaborado sem levar em consideração a arquitetura da casa ou é feito com material de má qualidade’’, afirma Ivan Luiz Pauli, especialista em toldos. Ele garante que, bem projetados, além de funcionais, eles são bonitos e ajudam a valorizar a fachada das casas.
Pauli atribui a má fama do toldo a um trabalho equivocado por parte dos fabricantes. O produto chegou ao Brasil na década de 60. E embora ele fosse usado em residências na Europa há muito tempo, os fornecedores direcionaram o seu uso para as áreas comerciais.
Até recentemente importadores e fabricantes nacionais trabalhavam a imagem do toldo como uma cobertura temporária. ‘‘A preocupação com o visual externo das empresas é recente e os toldos eram usados apenas pela sua funcionalidade’’, afirma Pauli.
Ele conta que, na concepção de então, os toldos não precisavam ser bonitos nem se exigia deles muita durabilidade.‘‘ O descaso com a sua elaboração (forma) acabou prejudicando a entrada do produto nas residências’’, analisa.
Hoje é justamente a qualidade e beleza das lonas feitas em materiais sintéticos que está fazendo arquitetos e decoradores mudarem de idéia. Principalmente nos grandes centros, profissionais já perceberam o potencial dos toldos. O sistema está sendo usado como complemento construtivo e de valorização da fachada das casas. Embora este movimento ainda seja tímido, alguns profissionais mais arrojados estão incluindo o uso do toldo no projeto de construção das casas.
Ivã Pauli explica que a responsável pela conquista e resgate da imagem do toldo é a sua maleabidade. A estrutura dos toldos pode tomar praticamente qualquer forma. ‘‘A sua flexibilidade faz com que ele se adapte perfeitamente às exigências atuais e responde como nenhum outro sistema de cobertura à proposta da arquitetura escultural’’, argumenta.
Esta liberdade de formas permite ainda que ele acompanhe, no desenho, qualquer estilo arquitetônico. O custo funciona como mais um atrativo. Os toldos de boa qualidade ficam de 30% a 50% mais baratos comparados com as coberturas tradicionais.
Ele não é considerado área construida e, por isto, não agrega valor ao IPTU. ‘‘É um recurso barato e eficiente de ampliação de área coberta e otimização dos espaços cobertos em alvenaria’’, complementa. De fácil manutenção, os toldos de boa qualidade têm garantia de até oito anos e, com cuidados adequados, uma vida útil indefinida.

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