A casa é reflexo de quem mora nela e os espaços precisam acompanhar as mudanças do modo de vida, se adaptando às novas necessidades dos seus usuários. ‘‘Se o projeto de interiores for bom, fica ainda mais fácil e barato renovar os espaços’’, afirmam os arquitetos Luciana Regnier e Luciano Bachete.
Eles explicam que por melhor que seja um projeto, ele não é criado para ser permanente. ‘‘Ter flexibilidade suficiente para aceitar pequenas renovações periódicas é uma qualidade indispensável em um bom projeto porque a mudança mantém a moradia como referência de prazer e aconchego’’, argumentam.
Por isto, quando der aquela ‘‘vontade’’ de mudar alguma coisa na sua casa, não fique inibido(a). É possível ter grandes efeitos sem ser preciso declarar falência.
Há recursos que deixam o desejo de renovação satisfeito a um valor bem acessível. A mágica está em apostar nas tintas, revestimentos, na troca de acessórios como maçanetas e puxadores e escolher bem os alvos.
Talvez você não tenha percebido mas, juntas ou separadamente, as portas representam uma área visualmente grande nos ambientes e qualquer mudança nelas ‘‘salta aos olhos’’, literalmente. Por isto aposte nelas. Pintar ou revestir parcialmente as portas, acrescentando ou tirando detalhes é um truque certeiro para quem quer iluminar e alegrar a casa.
É importante lembrar que as portas internas não podem ser trabalhadas isoladamente. Elas estão incluídas em ambientes distintos, mas como delimitam o encontro com os demais espaços e a circulação, precisam ter um visual harmonioso entre si.
O branco e o marfim são perfeitos se a proposta for ampliar visualmente espaço. As cores claras ficam particularmente bem, por exemplo, no conjunto de portas de um corredor.
Nestes casos (conjuntos de portas), o ideal é não abusar de filetes, molduras ou trabalhados. Opte pela simplicidade. Quando são várias portas iguais, qualquer detalhe ‘‘pesa’’ pela repetição do padrão.
Deixe os detalhes para as portas que dão acesso a ambientes como a cozinha ou a sala de televisão. Estas podem ser diferentes das demais e receber ter um visual mais trabalhado sem comprometer os ambientes que a cercam.
Os revestimentos – tecidos, palhas e sintéticos – vestem bem as portas internas. A variedade de texturas e tons oferece uma infinidade de opções decorativas e ainda ‘‘aquecem’’ o ambiente. Mas o bom senso tem de ser redobrado. Abuse das texturas e tramas e prefira padrões de uma só cor.
Independente da escolha, o revestimento com estes materiais nas portas exige a utilização de uma moldura. Evite revestir a porta inteira. Dificilmente o acabamento vai ficar bom na altura da maçaneta e o uso contínuo da porta vai acabar desgastando o material, tirando sua beleza.
Se a escolha recair sobre um material com estampa opte por revestir apenas uma pequena parte da porta. Use uma moldura delicada para fazer o acabamento.
O mesmo tratamento vale para as portas dos armários embutidos. No corredor ou no quarto, elas podem ser valorizadas apenas com a troca dos puxadores atuais por peças de design.
Retirar detalhes deixando as portas dos armários lisas ajuda a ampliar e a dar mais leveza ao ambiente. As portas dos armários dos quartos ficam muito bonitas com revestimento em tecido ou papel de parede. Outra opção para elas é o uso de espelhos. Só tome cuidado com os excessos.
Consultoria: arquitetos Luciana Regnier e Luciano Bachete

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