Tendência é aglutinar setores
Setores comerciais de Londrina estão se concentrando em ruas e locais específicos, transformando paisagens, criando um novo perfil de mercado, e facilitando a vida do consumidor, que já sabe para que lado da cidade se dirigir quando procura um determinado produto.
Não foram pesquisas de mercado que estabeleceram a vocação de ruas e avenidas como Higienópolis, Maringá, JK e Santos Dumont, para determinados setores como gastronomia, mobiliário e decoração, mas a tendência de mesmos setores se aglutinarem nos mesmos locais. É quase natural a localização de lojas do mesmo segmento nos mesmos espaços, mas é necessário que as pessoas acreditem e invistam na área. Quando a vocação é forte, se torna irreversível, analisa o imobiliarista de Londrina, Romeu Curi.
O fluxo de trânsito e de pessoas, a oferta de espaços e principalmente de imóveis, também são fatores que influenciam nesta concentração. Um dos exemplos clássicos é a Avenida Santos Dumont. Os imóveis são amplos, o tráfego de carros é relativamente tranquilo e a ocupação comercial ainda é baixa. Como ainda existem muitos imóveis no local, a tendência é que a avenida se fortaleça como via gastronômica, diz Curi.
Na Avenida Maringá, o imobiliarista enxerga uma situação diferente da avenida Santos Dumont. A vocação da Maringá não é tão forte para móveis, quanto a vocação da Santos Dumont para restaurantes, afirma. Os motivos para isso, segundo ele, seriam a baixa oferta de imóveis na Avenida Maringá e o maior fluxo de carros e aglomeração de pessoas, que criariam a tendência de um comércio mais popular e com maior diversidade. A Maringá está se consolidando na área de mobiliário, mas não tem apenas essa característica. Como a passagem de pessoas é maior, a diversidade no comércio aumenta, e farmácias, postos de gasolina, bares e lojas de conveniência também são setores fortes na avenida, explica.
Na Avenida Higienópolis a área de atuação foi ampliada, nos últimos meses, em setores mais sofisticados, como a de venda de carros importados e de mobiliário mais fino. A ampliação não se deu só no número de lojas, mas principalmente na utilização do espaço entre as avenidas JK e Madre Leônia Milito. Na Avenida JK, a vocação crescente é para lojas de cozinhas planejadas.





