Condenado em vários países e em algumas cidades brasileiras, o amianto ainda domina parte do mercado de telhas. Mas o próprio mercado oferece alternativas que não apresentam riscos à saúde e ao meio ambiente. Um dos exemplos é a telha de fibra vegetal fabricada pelo grupo multinacional Onduline, líder na Europa neste segmento. Outro exemplo é a telha oferecida pelo ex-maior fabricante de telhas de amianto do Brasil (leia texto nesta página).
O amianto é proibido por lei em 40 países devido a efeitos cancerígenos no aparelho respiratório. No Brasil, há 14 leis estaduais e municipais proibindo seu uso e 40 projetos em tramitação no Congresso Nacional, assembléias legislativas e câmaras municipais impondo a proibição.
A telha Onduline, feita de fibras vegetais com betume, é flexível, resistente, de fácil instalação e possui baixos índices de absorção térmica e acústica. O produto pode ser usado em telhados, revestimentos de paredes e fechamento lateral de galpões. Por sua leveza, também é indicado para cobrir telhas danificadas. As telhas Onduline são comercializadas nas cores verde, vermelha, marrom e preta, o que permite ao construtor ousar na decoração externa do imóvel. A garantia é de até 20 anos, dependendo do modelo.
O grupo Onduline foi criado há 56 anos, na França. Atualmente, a empresa possui nove fábricas (França, Bélgica, Itália, Malásia, Turquia, Polônia e Espanha) e 30 filiais espalhadas pelo mundo. Seus produtos são comercializados em mais de 100 países. No Brasil, as atividades da empresa começaram há quatro anos no Rio de Janeiro, onde funciona uma filial.
Em breve, a Onduline vai instalar uma fábrica em Juiz de Fora (Minas Gerais) – a primeira da América Latina – com capacidade de produção de até 8 milhões de metros quadrados de telhas/ano. O presidente da Onduline, Heinz Michael Eichenauer, quer conquistar uma fatia do mercado brasileiro, atualmente dominado pelo amianto e a cerâmica.

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