Da Redação
A expressão ‘‘otimizar custos’’ cada vez mais se incorpora à realidade dos hotéis brasileiros. Além de investirem em novas alternativas administrativas, essas empresas buscam agregar novas tecnologias à estrutura já existente, visando reduzir gastos e oferecer diárias a preços mais acessíveis aos clientes. O conceito de edifício inteligente foi adotado com êxito por muitos representantes do setor – que já constataram diminuição de custos em suas folhas de despesas.
No Grand Hotel Mercure São Paulo Ibirapuera – primeiro da marca Mercure no país e segundo maior do mundo – foram adotados vários dispositivos para reduzir o consumo de luz, água e gás. Os quartos, por exemplo, possuem um sistema de automação com sensores que possibilitam identificar se eles estão ocupados ou não. Quando a porta é aberta, o sensor capta a presença de uma pessoa e energia é imediatamente liberada. Depois de dois minutos sem registro de movimento, indicando que o quarto está vazio, todo o sistema se desliga automaticamente, com exceção da geladeira.
A sala de supervisão do hotel permite controlar todos os processos de refrigeração e ventilação do hotel, além da planta energética, que supervisiona a demanda e o consumo de energia e detecta se está havendo alguma sobrecarga, resolvendo-a imediatamente on line. Este sistema também pode acessar todas as máquinas de ar condicionado do prédio, regulando a temperatura ambiente e evitando até 30% de gastos desnecessários
Para garantir que a refrigeração seja distribuída de maneira adequada foi implantado um sistema de termoacumulação. Diariamente, máquinas ligadas diretamente ao computador produzem uma enorme quantidade de gelo, normalmente no período da madrugada, quando as tarifas de energia elétrica são aproximadamente 50% mais baratas. A média de produção do Mercure é de 100 toneladas de gelo a cada 24 horas. O sistema também consegue quantificar se o gelo produzido será suficiente para aquele dia e com isso define em que momento será mais econômico começar a funcionar.
Apenas a tecnologia referente à refrigeração permite à empresa economizar cerca de R$ 36 mil por ano, com média de contenção de energia de R$ 3 mil ao mês. ‘‘Levando em consideração que o tempo médio de vida útil de um hotel é de 20 anos, a economia total no período será de R$ 720 mil’’, acrescenta Antonio Setin, diretor da Setin Empreendimentos Imobiliários, empreendedor do Grand Hotel Mercure São Paulo Ibirapuera.
Para Francisco Sobrinho, gerente-geral do hotel, ‘‘o fato de estar localizado em um edifício inteligente permite ao Mercure uma redução de 10 a 20 % ao mês nos gastos com luz, água e gás, o que representa uma economia total de R$ 120 mil ao ano. Analisado item a item, a economia mensal do hotel é de 15 a 20% em luz, 10% em água e 10% em gás’’. Ele acrescenta que a otimização dos recursos resulta em aumento de 20% na vida útil dos equipamentos. ‘‘Somadas todas essas vantagens, podemos dizer que o Mercure tem uma economia global de 20% ao ano em relação aos hotéis do mesmo padrão’’, completa. (Colaborou Carolina Avansini)Conceito de edifício inteligente foi adotado com êxito por muitos representantes do setor, que já constataram diminuição de despesas mensais
DivulgaçãoECONOMIA Gran Hotel Mercure São Paulo: hotel adoção de vários dispositivos para reduzir o consumo de luz, água e gás