Tecnologias encarecem construção sustentável
É verdade que as tecnologias para uso e conservação de água e energia, como lembra Márcio Araújo, do Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (IDHEA), estão entre os itens que mais encarecem a construção sustentável. ''Mas o custo se dilui com o tempo'', garante a arquiteta Consuelo Jorge, que priorizou os sistemas de captação solar e de chuva em sua casa de 315 metros quadrados, no bairro paulistano do Campo Belo, zona sul da cidade.
No projeto - que concorreu ao Planeta Casa de 2004 -, além de vidros, vãos livres e cobertura metálica curva, com vigas e pilares expostos, a ventilação cruzada ganhou reforço do ''ar-condicionado ecológico'', sistema que conduz o ar resfriado de duas cascatas para o interior, baixando a temperatura da casa em até 5 graus.
No inverno, a câmara ao redor da lareira aquece o ar frio e o devolve ao ambiente por meio de grelhas no piso e teto. Em dias nublados, entra em cena o aquecedor a gás natural. ''No último verão não usamos energia elétrica'', diz ela.
O planejamento luminotécnico é sempre importante para auxiliar na redução da conta de luz. Alessandra Friedmann, gerente comercial da La Lampe, diz que um bom projeto precisa levar em conta o uso racional de cada ponto de luz. ''O acender e apagar constante deve ser abolido e a limpeza tem de se tornar rotina, pois a lâmpada fluorescente, popular na época do apagão, é mais econômica quanto mais ficar acesa, enquanto o pó bloqueia a luz'', diz.
Quanto às lâmpadas, ela aconselha optar pelas tops de cada categoria (incandescentes e fluorescentes), caso da xenon, de baixo consumo e mais emissão de luz. E aposta nas LEDs, que não poluem, não emitem raios infravermelhos e ultravioleta nem calor, têm baixo consumo e vida útil de 20 mil horas. ''São imbatíveis para prateleiras, vitrines e tetos com pé-direito alto'', afirma. Quanto ao empresário Massimo Montella, está prestes a lançar LEDs que vão durar 50 mil horas. ''Será a iluminação do futuro'', profetiza.
(A.E)





