Informar e capacitar tecnicamente profissionais da área de hidráulica para o desenvolvimento e apresentação de produtos com controle de novas tecnologias, empregadas para maior racionalidade no consumo de água. Este é o principal objetivo da empresa catarinense, Docol, fabricante de produtos hidráulicos e metais sanitários, em realizar palestras e treinamentos periódicos com engenheiros, arquitetos, mestres, instaladores e encanadores.
O encontro, realizado na noite de quinta-feira em Londrina, como parte do programa de qualificação de mão-de-obra, promovido pelo Sinduscon Norte do Paraná, salientou a importância da conscientização destes profissionais para a necessidade de implantação de normas que auxiliem no controle do desperdício de água potável em uso doméstico e industrial.
‘‘Em pesquisa realizada em 92 pela Sabesp (serviço de tratamento e abastecimento de água de São Paulo) detectou-se índices alarmantes deste desperdício: 40% da água, no Brasil, é jogada fora. Vai para o esgoto, sem uso. No relato, Mário Nei Pacanhãn, coordenador dos programas da Docol para região Norte do Estado, acrescentou que este e outros números, apesar de já bastante conhecidos da população, ainda não são vistos como alarmantes. E é esta uma das maiores preocupações da empresa. ‘‘Associar, naturalmente, a possibilidade de comercialização dos itens, com a informação e ampliação de dados para trabalhos de pesquisa que são realizados na área’’.
No mercado há 40 anos, a Docol destina 1,5% de seu faturamento anual (em 96 foi de cerca de US$ 100 milhões) a pesquisas de novos equipamentos, tecnologia e em projetos de parcerias, com empresas e instituições também preocupadas com a preservação e em formas de racionalização contida do consumo de água - estimado em 200 litros per capita, diário, no país. ‘‘Alto, diz Mário Ney, se pensarmos que quase metade deste volume é desperdiçado; e mesmo considerando o fato de que o País tem 14% da água doce disponível no planeta’’.
A linha automatizada matic, com tecnologia alemã, foi lançada no início da década. Com o emprego de pesquisas tecnológicas nos produtos, que inicialmente reduziam em 30% o consumo, a empresa oferece atualmente índices que chegam a até 77% (segundo pesquisas realizadas pela Faculdade de Engenharia de Joinville-SC e Universidade Federal de Santa Maria-RS).
A conquista somou aos dois prêmios ecológicos recebidos - Ação Verde e Expressão de Ecologia - um programa de parceria com a Sabesp, assinado ano passado. Juntos, passam a desenvolver produtos e processos para economia de água em edifícios. Objetivam ainda a realização de levantamento da demanda e resultado das ações de economia, até o desenvolvimento de documentação, que servirá como base para a criação de leis, regulamentos e normas, por intermédio da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

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