Tecnologia e qualidade de vida também em moradias econômicas
''Tudo começou quando a nossa empresa foi convidada a participar de uma concorrência para realizar uma construção econômica'', lembra Luís Cláudio Mehl, da Filhos de Henrique Mehl S.A. ''Estudamos a questão e resolvemos competir com um diferencial a mais na formulação do projeto. Do ponto de vista técnico, todas as empresas paranaenses dominam as últimas tecnologias. Por isso optamos pela questão da qualidade de vida. Queríamos mudar aquela imagem de que pessoas de menor renda não podem morar em boas construções e aproveitamos a obra para fazer uma espécie de denúncia: com o Jardins Fazendinha, mostramos que é possível fazer uma excelente obra, reduzindo custos e usando das melhores tecnologias, desde que haja um fluxo contínuo de recursos''.
A obra do Jardins Fazendinha, outro dos concorrentes ao Trofeú Construtor do Ano, foi levantada com a construção de um apartamento por dia e índice zero em acidentes de trabalho. Os espaços livres foram priorizados, eliminado as construções geminadas e formando pequenas praças. A circulação do ar e da luz solar também foram facilitadas, com a instalação dos prédios do conjunto, em diferentes posições.
Para os moradores, foram disponibilizadas oficinas de pequenos consertos das coisas comuns do conjunto, um salão de uso múltiplo - facilmente transformável em uma creche durante o dia, além de um espaço para hortas comunitárias e trilhas de caminhadas. ''Nossa idéia não era a de sermos paternalistas, mas fizemos um projeto que disponibilizava estas estruturas todas, para que os moradores pudessem adaptar aos seus melhores usos'', complementa Mehl.
''Quando se fala em moradias econômicas, existe muito discurso e pouco resultado. O que quisemos fazer foi provar que, com ordenação e fluxo de recursos podemos dar uma resposta. Atualmente, é impossível planejar, tanto para as pessoas, que não têm alternativas para comprar seus imóveis, quanto para as empresas. No nosso caso, aplicamos as melhores tecnologias de construção, treinando pedreiros, encanadores e outros trabalhadores. Só que este potencial acaba se perdendo pela falta de continuidade no setor da construção'', lamenta. (L.B.)





