Tecnologia diversifica opções de piscina
Érika Pelegrino
De Londrina
Com o desenvolvimento tecnológico a piscina se democratizou e hoje pode ser encontrada nas casas da maioria das classes sociais. As inovações tecnológicas colocaram no mercado vários tipos de piscina: concreto, fibra de vidro e vinil.
Todas apresentam suas vantagens e desvantagens, e a escolha fica ao gosto do cliente, já que no Brasil, ao menos, o preço não difere muito. Uma piscina padrão - quatro metros de largura por oito de comprimento, com 1,40 de profundidade - de concreto custa em média R$ 8,5 mil e a de vinil, que é a mais simples, custa R$ 7,6 mil.
A de concreto, por exemplo, tem uma durabilidade de até dez anos, mas é imprescindível que a armação de concreto seja bem feita para evitar infiltrações, por exemplo. Já a de vinil precisa ser trocada a cada cinco anos, mas em compensação por ser um material impermeável não corre risco de apresentar infiltrações.
A maleabilidade do vinil faz com que o revestimento assimile qualquer movimentação do solo e não sofra nenhum comprometimento com eventuais fissuras ou trincas na estrutura de alvenaria.
A piscina de vinil foi criada no Canadá (EUA) como sendo um sistema baseado no princípio de um bolsão de vinil resistente, mas maleável, permitindo o encaixe dentro de uma estrutura de alvenaria. Uma das grandes vantagens deste tipo de piscina é a rapidez de instalação, por substituir o concreto armado por um estrutura em alvenaria armada.
A instalação é simples. Depois de escolher o local, fazer a marcação do desenho da piscina sobre o solo e definir a profundidade desejada, começa o trabalho de instalação, propriamente. Os próximos passos são escavação, construção de brocas e colunas, e levantamento das paredes com tijolos ou blocos. Lá no fundo é aplicado um concreto leve com vermiculita - material referatário que se usa misturado ao cimento - e, nas paredes, reboco liso.
A uma distância de pelo menos dois metros da piscina é escavado um buraco para a chamada casa das máquinas, que depois de receber acabamento com tijolos e reboco, acomodará a bomba hidráulica e o filtro. Após a instalação dos dispositivos de filtragem e de iluminação nas laterais da piscina, é fixado um perfil de PVC em torno da borda, onde é encaixado o revestimento de vinil.
O ar entre a parede e o revestimento é extraído com um aspirador industrial, de modo a garantir a perfeita aderência do revestimento às paredes, o que se completa com a pressão exercida pela própria água, à medida em que a piscina for enchendo.
A evolução tecnológica do ramo desenvolveu estampas em vinil com o aspecto e a beleza do mármore, do azulejo, da pastilha. É possível também colocar um bar, uma cascata ou queda dágua, fazer uma prainha para maior segurança das crianças, ou dar uma incrementada no ambiente com iluminação de fibra ótica na borda da piscina e outros requintes antes impensáveis.
Nestes casos, Roberto Specian, que trabalha com piscinas há 25 anos afirma que com o vinil não se consegue o mesmo resultado que nas piscinas de concreto, mas é possível fazer estes acessórios - bar, cascatas, etc. Com o vinil também se consegue formatos diversificados
Na parte de manutenção alguns fabricantes afirmam que é mais simples que a de concreto, por ser um material liso, sem os rejuntes de azulejos e pastilhas. Roberto Specian, por sua vez, afirma que a manutenção da piscina de concreto é mais simples, pois o azulejo é liso, enquanto o vinil é poroso, permitindo a aderência de microorganismos. Quanto ao rejunte, se for bem feito não há problemas, afirma.
Algumas piscinas de vinil, como as da Sibrape, incluem em sua formulação componentes especiais que inibem o surgimento de microorganismo, algas e bactérias.Seja de concreto, fibra de vidro ou vinil, na hora de escolher o cliente deve levar em conta a durabilidade e o custo de manutenção
DivulgaçãoREQUINTE Piscina em vinil: evolução tecnológica do ramo desenvolveu estampas com o aspecto e a beleza do mármore, do azulejo, da pastilha





