Técnicas antigas podem amenizar a crise
Outra maneira da construção civil retardar a evolução do efeito estufa é adaptar velhas técnicas de produção e materiais à realidade atual. Esta conscientização resgatou o tijolo de barro no revestimento de pisos e paredes. A diferença é que, hoje, ele não precisa ser queimado em fornos à lenha. A peça de barro e terra é moldada no canteiro de obras e seca ao sol. Dessa maneira, evita-se a queima de madeira e a consequente poluição da atmosfera. ''Inserido em projetos específicos e aliado a outras matérias-primas, ele contribui na redução da temperatura em localidades muito quentes, além de ficar bonito'', acrescentou Sell.
A praticidade do bambu, exaltada há milênios pelos orientais, ganha cada vez mais espaço em nossas casas. Sua resistência e flexibilidade são benvindas na fabricação de móveis, divisórias, objetos de decoração e projetos acústicos. A vantagem é que, em países tropicais como o Brasil, ele pode ser cultivado e manufaturado em todas as regiões. Assim, reduzimos o uso da madeira, ferro, cal e cimento.
Na Europa, o linóleo (obtido da linhaça) é a base das mantas que estão substituindo o emborrachado vinílico em pisos hospitalares. ''A maleabilidade do material é fundamental nesta etapa da construção porque diminiu a quantidade de emendas e a possibilidade de acumular agentes nocivos. No dia-a-dia, isso significa o consumo de menos barris de petróleo'', afirma Ana Virginia. (B.R.)





