Reabilitar e adequar a construção já existente com inovações tecnológicas que permitam atender as atuais necessidades funcionais para serem utilizadas como centro administrativo ou comercial, é uma prática que vem ganhando adeptos e começa a ser adotada, cada vez com maior frequência, nos grandes centros urbanos do país.
Conhecida como retrofit esta solução para a reestruturação de instalação com tratamento urbanístico e arquitetônico de edifícios já existentes apresenta como principais vantagens a utilização de infra-estrutura prontas, prazos de entrega da obra acelerados, custo final reduzido e escolha do local mais apropriado para a empresa. E mais: a técnica agora se alia à automação como alternativa para reinserir ‘‘novos’’ imóveis no competitivo mercado imobiliário.
DivulgaçãoDuranteEnxertos de estruturas metálicas reforçam as novas paredesA necessidade de uma ampliação vertical, sem a descaracterização urbanística do conjunto do prédio, fez com que os executivos no comando do escritório central da Lewis, em São Paulo, optassem por esta solução construtiva para conseguir os novos espaços. ‘‘A principal preocupação foi o reforço estrutural do prédio’’, comenta Paulo Bina, diretor da Monobeton, empresa responsável técnico pela reestruturação do antigo edifício.
Em parceria com a Proinstal, empresa especializada em lay-outs para escritórios, e com o arquiteto Celso D‘Amico, coordenador do projeto e da obra, a Monobeton especificou um tipo de reforço estrutural inédito para o prédio principal (três andares), possibilitando a utilização do último andar como um espaço destinado a eventos.
Inicialmente foram verificadas as condições de estabilidade geral do conjunto (visão sistemática) e realizados reforços necessários para o atendimento às novas necessidades. Após isto, no segundo andar deste prédio foi realizada a construção de uma laje, com estrutura integrada à alvenaria já existente. Esta peça substituiu uma cobertura apoiada em alvenaria não estruturada, o que impossibilitava o seu aproveitamento como base do terceiro piso.
DivulgaçãoDepoisObra concluída: uso da técnica retrofit reduziu o prazo de entrega e o custo finalPara reforçar a laje e, ao mesmo tempo, também as paredes do terceiro andar foram projetados enxertos de estruturas metálicas, complementação de vigas e pilares e cobertura com lajes alveolares. No pavilhão anexo ao edifício principal, uma nova cobertura termicamente isolada substituiu as telhas em cimento amianto e a nova estrutura com vigas de madeira mais resistentes tornou-se apropriada para suportar novas instalações, como ar-condicionado, iluminação e rede de combate a incêndios.
Segundo Paulo Bina, outra vantagem do retrofit é em relação à questão ambiental. ‘‘O entulho e rejeito criados numa demolição e posterior à obra é muitas vezes superior ao de uma nova construção. Mas com este sistema elimina-se a maioria das etapas de demolição e o controle para evitar desperdício é mais rígido’’, explica. Bina enfatiza ainda que nas obras novas, a falta de controle sobre a aplicação de material não está em conformidade com suas necessidades é uma das principais causas do retrabalho, do desperdício e, consequentemente, de entulho. ‘‘E tudo isso pode ser evitado ou reduzido sensivelmente com a utilização desta solução tecnológica’’, completa.

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