Sustentabilidade nas edificações é avaliada
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sábado, 22 de outubro de 2005
Reportagem Local 
Após uma década da implantação dos conceitos da sustentabilidade dentro do universo da construção civil, chegou a hora de avaliar os resultados e passar a limpo a repercussão que esses projetos têm apresentado na sociedade. Um estudo coordenado pela professora Vanessa Gomes da Universidade de Campinas (Unicamp) avalia as condições e o panorama de alguns sistemas de sustentabilidade que foram implantados.
A pesquisadora será uma das palestrantes da 4 edição do Congresso Paranaense de Ambiente Construído (Copac), que será realizado esta semana em Londrina com o tema ''Avaliação da Sustentabilidade nas Edificações''.
Segundo a professora, a dificuldade de implantação dos projetos de sustentabilidade no Brasil se dá pela impossibilidade de reconhecer as deficiências e pela ausência de estudos mais específicos para solucionar problemas. ''No Brasil, dificilmente se encontrará um estudo piloto para detectar a realidade de cada prédio ou construção, para que assim sejam estabelecidas as metas para gerar economia'', afirma a professora que atua nessa área há aproximadamente seis anos.
Um ponto crítico apontado pela pesquisadora é a cópia de sistemas criados em países da Europa e nos Estados Unidos. ''É comum os brasileiros tentarem implantar projetos americanos'', alerta. ''A eficiência de um projeto se baseia na priorização de necessidades e em atender o contexto da realidade. Nem tudo que dá certo no exterior, terá sucesso no Brasil'', completa.
Um projeto eficiente que será abordado pela pesquisadora é o implantado pela Natura, uma das maiores fábricas de perfumes e cosméticos do País. A empresa apresenta uma gestão de redução de impacto ambiental visando o tratamento da água utilizada na produção industrial.
A pesquisadora também alerta para os produtos considerados ecológicos, como é o caso do tijolo solo-cimento. Esse produto tem essa desinência por não ser queimado como os tijolos feitos de cerâmica, assim, a sua fabricação não polui o ar. Porém, em sua constituição é utilizado 6% de cimento químico, um composto degradável e, segundo Vanessa, a diferença entre esse tipo de tijolo e os convencionais é muito pequena. ''Por conveniência, ele é chamado de ecológico, mas as diferenças são substanciais'', afirma.
Serviço
- 4º Congresso Paranaense de Ambiente Construído, de 26 a 28 de outubro no Centro de Eventos de Londrina. Mais informações, no Centro de Engenharia e Arquitetura de Londrina, fone 3348-3100 e no Sinduscon-Norte, fone 3327-6777


