Sonhar sim, mas com os pés no chão
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sábado, 24 de maio de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
Quem casa deve se planejar para ter casa. Sim, porque não basta querer. A aquisição da casa própria, especialmente em um momento de grandes gastos como o casamento, exige planejamento financeiro. As opções são muitas, entre imóveis novos, usados e na planta. Há, ainda, quem prefira o aluguel por tempo determinado. A escolha correta depende de um estudo da renda do casal feito a médio prazo. O ideal é começar a se preparar bem antes da oficialização da união.
"O ideal é fazer uma reserva para você entrar sem dúvidas no momento mais importante da sua vida", orienta o consultor Maicon Putti. Quanto o casal deve poupar por mês depende da renda de cada um. Aliás, conhecer a renda conjunta e os gastos fixos e variáveis de ambos é outra recomendação do consultor. "Tem que colocar tudo no papel", ressalta.
Supondo que, somadas as rendas individuais, o casal alcance R$ 5.000 de ganhos mensais (líquidos) e levando em conta a orientação de comprometer, no máximo, 30% com a parcela do imóvel, seria possível a esse casal adquirir um financiamento com parcelas de até R$ 1.500. "Se as outras contas estiverem equilibradas, dá para o casal custear com tranquilidade", afirma Putti.
A opção pelo aluguel, segundo o consultor, vale apenas por períodos determinados, como a espera por um imóvel adquirido na planta. Também pode ser usado como forma de reduzir gastos com vistas à capitalização. "Por exemplo, o casal decide morar perto da região de trabalho e economizar com logística por dois anos, quando terá economizado o valor da entrada de um imóvel", explica Putti.
Prioridades
Para escolher entre um imóvel novo, na planta ou usado, o casal deve levar em conta não apenas a renda, mas também a localização e a área útil do imóvel. Para o casal Luana Machado e Fernando Martins, o valor do apartamento determinou a opção por um usado. "A gente, a princípio, ia alugar, mas o valor girava em torno de R$ 600 e ficava muito próximo da parcela do financiamento", destaca a bancária.
O apartamento na zona oeste de Londrina foi adquirido três meses antes do casamento, em 2012. Segundo Luana, o apoio dos pais foi essencial para o fechamento do negócio, já que para juntar o valor total da entrada o casal precisaria de mais tempo.
"Escolhemos um prazo total menor possível, de 260 meses. A parcela, decrescente, iniciou em torno de R$ 760 e ficou aquém dos 30% da nossa renda conjunta", revela Luana. Segundo a bancária, o preço determinou a opção pelo imóvel usado, mas o bom estado e a qualidade do acabamento da obra da década de 90 também foram considerados determinantes.


