Mais do que uma simples mudança de rotina. Uma mudança de cultura e de comportamento. A expectativa é resultado da introdução de duas novidades no canteiro de obras dos próximos empreendimentos da Plaenge em Londrina. São inovações já conhecidas, mas que finalmente chegam às obras das construtoras.
A partir do lançamento dos edifícios Cora Coralina e Auguste Rodin nas próximas semanas, a construtora incluirá em todos os seus canteiros um dispositivo de aquecimento de água por absorção da luz do sol e uma instalação para coleta e reaproveitamento da água da chuva.
''A idéia é mudar conceitos e fazer os operários perceberem as vantagens de se buscar maneiras de preservar o meio ambiente'', aponta o gerente de engenharia da Plaenge, engenheiro Rogério Cardoso.
Ele explica que, no caso do dispositivo de aquecimento de água, a intenção é substituir os chuveiros elétricos que os operários usam para tomar banho depois do trabalho.
Segundo Cardoso, aproximadamente 60% dos operários tomam banho nos canteiros de obras da construtora. ''Um canteiro de obra de um prédio chega a ter 120 operários em média. Uma construção dessa leva de dois a três anos para ficar pronta. Na ponta do lápis, a economia de energia elétrica será significativa'', informa.
Segundo ele, alguns chuveiros elétricos serão mantidos para utilização nos dias de temperaturas mais baixas. O engenheiro diz que a intenção vai além da economia. O que explica, por exemplo, porque o dispositivo de aquecimento de água foi construído com material reciclável - garrafas PET e papel alumínio encontrado no interior das caixinhas do chamado ''leite longa-vida.
''Queremos mostrar para os operários que existem soluções simples para conservar o meio ambiente'', justifica.
A Plaenge também instalará em seus canteiros uma estrutura para captação de chuva, com posterior reutilização da água nos vasos sanitários disponibilizados para os operários.
''A idéia está presente no edifício Artigas, já entregue, e nos edifícios em execução. Neles, a água da chuva é usada para limpeza de pisos de garagens e demais áreas comuns dos prédios, além de ser empregada para regar plantas'', conta Rogério Cardoso.
Ele informa que, no caso dos canteiros, não é preciso fazer muitas contas para se ter idéia do quando é possível economizar utilizando-se a água da chuva.
''O volume de água necessário para uma descarga na bacia sanitária é de aproximadamente dez litros. Se cada operário usar o banheiro apenas uma vez por dia, o volume de água utilizado chegaria perto dos 1.200 litros/diários. Considerando que uma obra desse porte é construída ao longo de dois ou três anos, a quantidade de água tratada que é usada nos vasos sanitários é enorme'', diz.
O engenheiro completa informando que Londrina ainda não tem uma legislação sobre captação e utilização da água da chuva por parte das empresas - sejam elas construtoras ou não.
''Acredito que é apenas uma questão de tempo para que isso aconteça. Afinal, o meio ambiente corre grande perigo'', sintetiza.

mockup