Soka Gakkai inaugura sede em Londrina
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sábado, 05 de julho de 1997
Celso Mattos Especial para Folha IMobiliária 
Milton DóriaCultura orientalO projeto arquitetônico da associação levou em conta as finalidades da instituição japonesa. No detalhe, o arquiteto Paulo BarnabéLondrina acaba de ganhar mais um espaço cultural. Foi inaugurado na última sexta-feira, o prédio Brasil Soka Gakkai Internacional (BSGI). A obra com 2.500 metros quadrados abrigará a sede da Associação Cultural Norte do Paraná. Projetado pelos arquitetos londrinenses Paulo e Cristina Barnabé, o BSGI fica no centro da cidade, na esquina da rua Pará com a Mato Grosso, num terreno de 1.200 metros quadrados.
Segundo o arquiteto Paulo Barnabé, Londrina é a primeira cidade do interior do Brasil a contar com uma sede do BSGI. É uma entidade japonesa de caráter cultural que tem sede em todas as capitais brasileiras. Para elaborar o projeto, visitamos outras sedes para conhecer a arquitetura e o funcionamento da entidade, explica ele. O trabalho do arquiteto e dos projetos complementares foram feitos em conjunto. Todas as etapas da construção foram coordenadas por nós que elaboramos o projeto inicial.
Na opinião de Paulo Barnabé, esse procedimento evitou desperdício de tempo e, principalmente, de material. A obra levou um ano e meio para ser concluída. Só no projeto foram gastos dois anos. Por se tratar de um espaço cultural, a funcionalidade era muito importante. Por isso, privilegiamos a interligação dos ambientes.
O BSGI conta com quatro pavimentos: no subsolo estão o estacionamento e dois salões de 80 lugares cada. O térreo abriga um auditório de 250 lugares, um escritório e um hall. Já no pavimento intermediário fica a sala de reuniões e, no último, um auditório de 600 lugares. Ao todo, os auditórios oferecem mil lugares, destaca o arquiteto.
Por estar localizado em uma esquina que concentra duas ruas estreitas, a arquitetura procurou valorizar o espaço. Como se trata de um local um pouco sombrio, reforçamos o paisagismo e concentramos o volume maior da obra na parte detrás, deixando-a mais leve na frente, explica Paulo Barnabé. Segundo o arquiteto, um ponto marcante da obra é a assimetria. Valorizamos essa proposta porque é um referencial da cultura japonesa. No projeto inicial, havia uma cobertura que lembrava as construções orientais, mas tivemos que suprimi-la porque iria elevar muito o custo final.
Apesar de ser um prédio que concentra muitos auditórios, optamos por uma iluminação forte porque não é um espaço destinado a teatro e nem a cinema, mas a cursos, palestras e outros eventos. Além disso, economizamos em janelas porque o prédio fica em uma esquina movimentada,, observa o arquiteto, ressaltando que a grande preocupação foi integrar a obra dentro do contexto urbano da cidade.


