O condomínio Acqua Royal criou um software próprio, que concentra todas as atividades realizadas, desde documentação até mesmo notificações e multas a moradores
O condomínio Acqua Royal criou um software próprio, que concentra todas as atividades realizadas, desde documentação até mesmo notificações e multas a moradores | Foto: Shutterstock



Toda a gestão do condomínio na palma da mão. Parece até um sonho, mas, para alguns síndicos, já é realidade. Gerenciar os recursos, as obras e manutenções, e mediar as discussões e conflitos internos são os principais desafios do trabalho de quem assume as rédeas da administração de um conjunto habitacional. Mas a tecnologia tem facilitado essa difícil missão e tornado mais eficiente o desempenho dos edifícios.

O condomínio Acqua Royal criou um software próprio, que concentra todas as atividades realizadas no condomínio. O síndico do empreendimento, Evandro Dalcin, diz que o sistema é simples e possui espaço para documentação, prestação de contas, atas de assembleias, reserva das áreas comuns do prédio, classificados e fórum de discussão. "As pessoas usam o espaço para anunciar o aluguel de garagem e até vender apartamentos", conta.

O acesso dos usuários é integrado com o sistema financeiro. O condômino que não está em dia com os pagamentos, por exemplo, fica impedido de fazer a reserva dos espaços de lazer. As informações podem ser acessadas via aplicativo de celular. Por meio dele, os moradores conseguem registrar reclamações, acompanhar os chamados, e ter acesso aos números da gestão. É por meio desse canal, também, que os condôminos, quando necessário, recebem avisos de advertência ou multa por descumprimento das normas.

"Não tem como dizer que não recebeu, pois fica digitalmente comprovado. Isso nos dá uma segurança e respaldo jurídico maior", afirma Dalcin. As reclamações chegam diretamente para o síndico, subsíndico e zelador, que possuem um tempo determinado para a resposta. Por meio do sistema, que já está na quinta versão, os administradores controlam o prédio todo. Eles recebem avisos sobre a manutenção dos espaços e equipamentos e conseguem gerenciar de forma mais eficiente o estoque de produtos.

Dalcin conta que a ideia de desenvolver um sistema de gestão próprio surgiu em 2014, quando assumiu a função de síndico. Ele diz que usou o conhecimento de mercado para transformar a gestão do condomínio como a de uma empresa, que precisa dar lucro e resultado, possui metas e objetivos. "Fizemos um plano de negócio e o executamos", afirma. Um dos principais ganhos que a tecnologia proporcionou foi o registro do histórico do condomínio. Até algumas assembleias são realizadas via sistema. "O que normalmente durariam horas, conseguimos fazer em poucos minutos", diz.

Outro serviço de gestão é o sistema integrado, que reúne desde soluções financeiras, até gerenciais, de relacionamento, reservas, controle interno e ocorrências é oferecido pela rede de administradoras de condomínios BR Condos. Segundo o empresário Giuliano Pelaquin, responsável pela franquia em Londrina, a maioria das administradoras se restringe ao financeiro, não se envolve na parte gerencial e isso gera algumas dificuldades na condução dos processos pelos síndicos.

Quando um novo proprietário chega ao prédio, por exemplo, tem que ser cadastrado na portaria, no sistema gerencial e também na administradora. O sistema da empresa concentra a informação em apenas uma plataforma e oferece mais agilidade e transparência à gestão. "Nós, que somos fanáticos por tecnologia, ficamos vidrados com a solução", conta.

A central de processamento da BR Condos tem sede em Joinville (SC), e se responsabiliza pelas contas a pagar e a receber, cobranças, folha de pagamento, por toda a parte tributária e fiscal, e assessoria jurídica dos condomínios atendidos. Já a unidade local participa das assembleias, capta e registra documentos em cartório, conduz o relacionamento e o setor comercial. Aliado ao software e aplicativo, a empresa também oferece outros serviços opcionais, como o do síndico profissional, portaria remota, e dispositivos de inteligência predial. "A tecnologia veio para auxiliar na organização dos condomínios", aponta.

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