Software incentiva uso racional de energia elétrica
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sábado, 04 de abril de 2015
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Disponível on-line há quase quatro anos no site da Copel, o simulador de consumo de energia elétrica é uma ferramenta útil para quem está mais consciente sobre a importância do consumo responsável. As altas recentes da conta de luz inclusive o reajuste extraordinário no final de fevereiro - também estão motivando o consumidor a pensar em alternativas para otimizar o uso da energia elétrica, que depende de uma série de fontes geradoras - como hidrelétricas, termoelétricas, ventos e até biodigestores - para proporcionar o conforto de um banho quente e uma casa iluminada ao simples toque de um interruptor.
No simulador é possível discriminar todos os aparelhos elétricos utilizados em cada ambiente residencial e, conforme o tempo de uso especificado, verificar quais consomem mais energia. Por meio dessa simulação, a partir de dados concretos, muitos consumidores conseguem mudar alguns hábitos e ter uma conta de luz mais reduzida no mês seguinte.
"O software também está disponível para download, caso o consumidor queira um controle mais constante, no seu próprio computador. Realmente estamos tendo uma demanda maior por esse recurso, que muitas pessoas ainda desconhecem. Achar formas de economizar energia elétrica e água estão começando a fazer parte do cotidiano das pessoas e isso é positivo", ressalta a assessora de imprensa da Copel/Regional Norte, Rakelly Calliari Schacht. "Muitos consumidores nos questionam sobre a efetiva economia ao tiraram os aparelhos eletrônicos da tomada, desativando assim o sistema "stand by", e orientamos que a redução é mínima e de que nada adianta fazer isso se continuarem, por exemplo, com o velho costume de tomar banhos quentes e longos", acrescenta.
Determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o reajuste tarifário extraordinário (RTE) passou a vigor desde o dia 2 de março deste ano. A justificativa foi a forte estiagem dos últimos dois anos, que teria aumentado o custo da geração de energia no Brasil. Para preservar os reservatórios das usinas hidrelétricas da região Sudeste, que respondem por 70% da geração de energia, o governo federal vem acionando em caráter permanente as usinas térmicas, que funcionam à base de carvão, gás natural e diesel, com um custo de operação muito superior ao das hidrelétricas. Os novos valores foram definidos de acordo com os contratos de compra de energia de cada distribuidora, também definidos pelo governo federal. Os consumidores de 58 distribuidoras brasileiras tiveram sua fatura de energia reajustada em 23,4%, em média. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a AES Sul teve um reajuste de 39,5%. No Paraná, o reajuste médio foi de 36,7%. Para o consumidor residencial, houve um aumento de 31,8%.
Para contribuir na conscientização do consumo responsável, desde o começo ano as contas de luz também estão vindo com ilustrações de bandeiras nas cores verde, amarela e vermelha, que ajudam a sinalizar ao consumidor a origem da energia que está consumindo e o valor adicional decorrente disso, no caso de geração térmica. A cor verde é sinal de que as hidroelétricas operam normalmente; a amarela indica que a energia é originada de usinas térmicas ativadas; já a bandeira vermelha serve de alerta de custo mais alto, pois tem como origem as termoelétricas trabalhando em alta demanda.
Então, é bom ficar atento: bandeira verde não há acréscimo no valor da tarifa de energia; bandeira amarela, acréscimo de R$ 2,50 na sua conta a cada 100 kWh e vermelha, adicional de R$ 5,50 a cada 100kWh, sendo os acréscimos efetuados de forma proporcional. Ou seja: para uma fatura de 50 kWh, há um acréscimo de R$ 2,25, no caso da bandeira vermelha.
Serviço: Para conhecer o simulador acesse: www.copel.com/hpcopel/simulador/


