Sofá-cama é um coringa na decoração
Célia Baroni
De Londrina
O sofá-cama não é mais o mesmo. Ainda bem. Nascido como o colchão a mais na hora do aperto, ele saiu de debaixo das camas lá pelos meados dos anos 80. Apoiado diretamente no chão, sobre um tapete e com encosto de amolfadas, o móvel já sonhava em ser sofá, mas demorou para chegar lá.
Primo pobre, enquanto colchão, ele foi relegado a quartos menos nobres (da bagunça, da televisão). Na sala, só entrava nas repúblicas estudantis denotando o desapego às convenções, típico dos jovens.
Mas a tecnologia e a redução dos espaços foram a fada-madrinha deste móvel que ganhou forma de sofá e design variado. Embora ainda possa ser encontrado nas versões colchão dobrado, e com cara de sofá desmontável; os modelos mais modernos ganharam pés. A cama foi embutida com o desenvolvimento de ferragens adequadas.
Ficou tão bonito quanto os sofás comuns e o fato dele ser também uma cama, passou de vergonha a trunfo. O arquiteto e interiores, Luciano Bachete explica que hoje, o sofá-cama se enquadra com perfeição nos requisitos exigidos a todo móvel contemporâneo. Ele é bonito, versátil e prático, resume.
Com estas qualidades, encontra lugar certo e de destaque nos mais variados ambientes da casa. No quarto, diz, é sempre atual. Se o ocupante é ainda bebê, torna-se ótimo recurso para acomodar uma enfermeira. Quando a criança cresce, sua função passa a ser a de receber os amiguinhos.
Mais tarde o sofá-cama pode perfeitamente vir a substituir a cama no quarto do adolescente. Alguns adolescentes usam o quarto como ponto de encontro e local de estudo da turma, comenta. Nestes casos, orienta, um sofá-cama é uma opção interessante para tornar o ambiente mais despojado, versátil e menos íntimo.
Outro lugar de honra ocupado pelo sofá-cama é o escritório de casa. Bachete afirma que mesmo quando a casa dispõe de um quarto de hóspedes é interessante lançar mão do sofá-cama dentro do escritório. Ele dá o aconchego e ar de comodidade, integrando o ambiente do escritório ao restante da casa, além de ser sempre uma opção à mais.
Mesmo elegante, Bachete, orienta o uso do sofá-cama na sala somente quando a família costuma receber muito ou na falta de um quarto de hóspedes. Dormir na sala de estar é uma situação nitidamente improvisada, tira a intimidade do hóspede e dos moradores, reforça.
Na hora de escolher um sofá-cama, sempre que possível, opte por um de casal. Se seu hóspede for solteiro vai poder se espalhar na cama e ficará satisfeito e você ganha um espaço também para receber um casal, afirma o arquiteto. Ele explica que o sofá-cama de solteiro costuma ser cerca de meio assento menor que o de casal a estrutura da cama embutida ocupa muito espaço. Na maioria das vezes a difereça é tão pequena, diz, que o sofá-cama de solteiro só é interessante quando falta espaço para um sofá maior.
Acertar no estofado é indispensável. Por isto Luciano Bachete orienta a escolha de tecidos de cores neutras. Tecidos com padronagens muito vistosas e coloridas comprometem a harmonia da decoração e o sucesso da transformação de um espaço social em quarto de dormir, afirma. Mas se a opção for por cores vivas, as alternativas menos arriscadas, segundo o arquiteto, são os tecidos monocromáticos; o tom sobre tom ou combinações clássicas como o branco e preto e o azul e mostarda.Bonito, versátil e prático, o móvel se enquadra como peça contemporânea e encontra lugar de destaque nos mais variados ambientes da casa
Agradecimentos: Tok & Stok e Colchões OrtobomDOIS MOMENTOS Os modelos mais modernos ganharam pés e a cama foi embutida com o desenvolvimento de ferragens adequadas: tecnologia agregou beleza e designSofá-cama é uma opção interessante para tornar o ambiente mais despojado e versátil





