A Sociedade Auto Comercial Ltda, que mantinha como endereço telegráfico a sigla ‘‘Autolon’’ para a comercialização dos carros e produtos da General Motors do Brasil, tornou-se, em pouco tempo, a segunda maior revenda de carros e caminhões Chevrolet do interior do País, e deu identidade nominal ao primeiro grande empreendimento da cidade concebido por João Batista Villanova Artigas. Dois anos depois, o arquiteto projetou a Casa da Criança de Londrina (onde hoje é a Secretaria de Cultura) e a Rodoviária (atual Museu de Arte de Londrina).
Os projetos que definiram as linhas de todo o empreendimento foram solicitados ao jovem e ousado arquiteto por Jordão Santoro, sócio da Auto Comercial Ltda. Junto com Arthur Thomas, Celso Garcia Cid, Angelo Pesarini, Darvino Santoro, Gordon Fox Rulle, Luiz Estrela, Alexandre Garcia Cid e a empresa Viação Garcia, o mentor do projeto (que vive hoje em São Paulo, internado em uma clínica, portador do Mal de Alzheimer) transpôs para Londrina os ares de metrópole.
‘‘E conseguiu. Tanto que o Ouro Verde (construído onde estava instalado os escritórios da Companhia de Terras) nasceu para ser o maior e mais luxuoso cinema do interior do País. Tornou-se mais. Era o terceiro cinema, mais completo e requintado da América Latina’’. Contador da história da cidade, Omeletino Benatto, que faz 69 anos agora em setembro, trabalhou na empresa por 30 anos. Por mérito, em 1953 ganhou participação na sociedade da nova empresa de capital aberto - a Autolon S.A.
Até ser dissolvida em 1963, sob a presidência de Lenoar Cunha (outro antigo funcionário), a Autolon S.A era também revendedora exclusiva das geladeiras Frigidaire e dos pianos Schindler. ‘‘Vendíamos motores, tratores e tudo o mais que eu conseguir puxar pela memória. Só para citar: em um só ano, mesmo enfrentando as dificuldades de pós-guerra, a Autolon S.A comprou direto da General Motors 550 automóveis Chevrolet’’, recorda Benatto. (L.B.)

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