Trabalhando há 13 anos no Moradas do Sol (sete blocos, com um total de 93 apartamentos, na zona Sul de Londrina), o seo Ataídes Funes consegue hoje, com a venda dos jornais, apenas o dinheiro para o cafezinho dos outros quatro funcionários do condomínio. ‘‘Mas não foi sempre assim, não’’.
Lembrando o programa de reciclagem que já funcionou no condomínio há alguns anos, ele diz que antes o extra ‘‘dava até para uma comprinhas da casa, do pessoal daqui’’. Segundo ele, a iniciativa de separar o lixo reciclável em diferentes caçambas, começou com a implantação do programa na cidade, instituído pela Prefeitura e que, sem continuidade, acabou trazendo transtornos para os moradores, que viam o lixo acumulado aumentar, e trabalho dobrado para os funcionários, que passaram a depender da boa vontade dos catadores ocasionais.
‘‘Por isso, agora só recolhemos os jornais, que os moradores deixam do lado de fora do apartamento ou entregam aqui na portaria. Os plásticos, vidros e latinhas de alumínio, são colocados todos juntos, nas caçambas do lixo comum. Se aparece quem queira levar, muito bem, nós damos. Senão, é recolhido pelos lixeiros.’’ (L.B.)

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