Sistemas de segurança ampliam mercado
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sábado, 11 de setembro de 2004
Ana Domingues,<br> Agência Estado 
São Paulo - No Brasil, há 360 mil residências monitoradas por sistemas eletrônicos de alarme. Uma quantidade ainda pequena se comparada ao número de imóveis monitorados em outros países, como os Estados Unidos. Mas a clientela tende a crescer, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). Mais de 5 mil empresas movimentam este mercado: 48% delas no Estado de São Paulo. Preocupada com o consumidor, que não tem informações suficientes para orientar suas escolhas, a Abese criou o Selo Amarelo de Qualidade. ''Este selo veio para fazer uma autoregulamentação do setor. O cliente precisa saber se a empresa que está contratando é idônea'', afirma a vice-presidente da entidade, Selma Crusco Migliori.
Ela informa que o principal sistema de segurança em uma casa é o monitoramento 24 horas. ''Os equipamentos devem estar conectados a uma central que monitora sinais de alarme e a falta de energia no local, por exemplo.'' É importante que haja uma avaliação de risco por parte da prestadora do serviço: é este procedimento que vai indicar qual a melhor solução para a residência.
Segundo o gerente de vendas da Siemens Security, Emerson Osvarino da Silva, a segurança depende diretamente da participação do cliente nas decisões. Os sistemas podem conter alarmes, sensores e proteção perimetral. O terminal de alarme gerencia todos os comandos, informações e operações. Os sensores podem ser de abertura (instalado em portas e janelas para detectar a abertura de cada uma delas) ou de movimento (indicado para ambientes internos, percebe a movimentação de corpos por meio do calor emitido por eles). Há ainda o sensor de quebra de vidro, que desconsidera ruídos normais do ambiente mas identifica o som da quebra de qualquer vidro. A proteção perimetral faz a segurança das áreas externas da residência e pode ser instalado em jardins, garagens, grades e muros.
A cerca elétrica é uma delas, mas, hoje em dia, são poucos os que fazem uso desta alternativa. Emerson diz que a utilização das cercas é criteriosa. ''As empresas têm de trabalhar com limites de tensão adequados.'' Mas há outras opções, como o infravermelho ativo. Este equipamento possui dois sensores, um transmissor e um receptor de feixes invisíveis. ''Isto é comum em residências de alto padrão ou quando o proprietário não quer alterar a arquitetura da casa'', explica Emerson.
A Instalarme, empresa de experiência em segurança bancária, que acaba de entrar no mercado residencial, oferece o Proteu 2, que tem como diferencial o fato de não transferir altas taxas de pulso para a linha telefônica. ''É como se você ligasse para um 0800, não há necessidade de fazer nenhum investimento em telefonia'', conta o gerente comercial da Instalarme, Juarez Novaes Teodoro.
Os Circuitos Fechados de TV (CFTV) também são disponibilizados pela maioria das firmas. São imprescindíveis nos condomínios e imóveis comerciais. Mas já são encontrados em várias residências. A Pavio CFTV vende placas de computador acompanhadas de software para captação de imagens. As gravações aparecem no monitor e a própria pessoa as acompanha de qualquer computador com internet, é só se cadastrar no site do fabricante da placa. Mais sofisticado, o monitoramento 24 horas pelas centrais de segurança ainda é um serviço pouco utilizado em residências, pelo alto custo de implantação. A Instalarme faz este tipo de monitoramento com cinco centrais operando ao mesmo tempo. ''O cliente nunca fica desprotegido. Se acontece algum problema na central, outra assume automaticamente'', completa Juarez.
Apesar da idéia de preços caros que giram em torno do setor, os valores são acessíveis. ''Se o consumidor verificar, vai ver que a instalação de alarmes monitorados pode ficar mais barata do que uma TV a cabo'', diz Oswaldo Oggiam, gerente de marketing da PPA, fábrica de alarmes, sensores e automatizadores de portão. Segundo Oswaldo, já foram vendidos pela empresa 3 milhões de automatizadores no Brasil e 300 mil alarmes preventivos. ''O ideal é que os sistemas de segurança sejam incluídos nos projetos das casas e apartamentos, assim, o custo diminui'', garante.


