Casa com 360 metros quadrados de área construída, pronta em 90 dias úteis? O conceito, projetos e o sistema construtivo vieram todos dos Estados Unidos, país com tradição e tecnologia para obras pré-moldadas. O canteiro, que já serve de show-room para a divulgação do produto (casa de dois pavimentos e um subsolo) e sistema, foi instalado no Jardim Vale do Reno (região sul de Londrina) pelo construtor Rogério Vinicius Antunes Castro, que nos últimos três anos fez curso de especialização, na área técnica, em construção civil americana e aqui associou-se ao engenheiro civil Geraldo Bavia Júnior.
Depois de pronta, interna ou externamente, a casa não difere aparentemente, em nada, de uma construção em alvenaria convencional. Mas a semelhança termina aí. O conjunto de técnicas adotadas desde a concepção do projeto é que faz a diferença entre os nossos mais modernos sistemas já padronizados e os adotados (há tempos) pelos construtores e consumidores norte-americanos.
Com estrutura de sustentação toda em madeira (pinho de reflorestamento, tratado e cortado na medida estipulada em projeto estrutural e arquitetônico) a casa é ‘fechada’ internamente com placas de gesso acartonado (dry wall) e, externamente, com placas cimentícias. A desigualdade do processo tem início na fundação: baldrames com 13 cm de largura (a mesma medida das paredes) com brocas de profundidade, e vigamentos espaçados conforme a necessidade de carga; esta, distribuída de maneira uniforme em toda a área.
‘‘Como toda a estrutura (em madeira) deste tipo de construção é naturalmente mais leve do que as que utilizam tijolos cerâmicos ou blocos de concreto para o fechamento das paredes, não existem colunas; nem mesmo nos cantos (os pilares periféricos) que dimensionam a carga dos vãos livres’’, explica o construtor.
Conforme demonstrado em cronograma (veja quadro nesta página), o sistema denominado de construção americana, utiliza a tecnologia conjugada de material pré-moldado e da construção à seco. ‘‘Toda a madeira chega cortada no canteiro (inclusive os batentes de portas e janelas), as placas de gesso acartonado (neste caso produzidas pela Ambilux, de Londrina, que emprega a tecnologia da Placo do Brasil) são confeccionadas nas medidas solicitadas, assim como as placas cimentícias, únicas peças que foram produzidas no próprio canteiro’’, diz Antunes Castro.
Além do ganho em tempo e em mão-de-obra (tem que ser treinada e qualificada para o trabalho), o construtor argumenta que, com a utilização deste sistema ‘‘é possível também um ganho de custo equivalente a 30%, se comparado ao valor do metro quadrado da alvenaria’’. Segundo ele, na casa ‘modelo’, o valor é de R$ 360,00 o m2 – padrão médio de construção, com acabamento de primeira linha em revestimentos, metais e sanitários, 360 m2 de área, com 3 suítes, escritório, lavado, salas de jantar, estar e tevê, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada e garagem.
‘‘E este custo pode ser reduzido, dependendo da linha de acabamento usada para os revestimentos internos’’, ressalta o construtor que disponibiliza mais de 750 modelos em projetos arquitetônicos – ‘‘a partir de 60 até 1.200 metros quadrados de área construída’’.

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