Sisal pode substituir o amianto na construção civil
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sábado, 02 de setembro de 2006
Agência Sebrae 
O sisal, conhecido pela utilidade na confecção de fios e cordas, deixou de ter representatividade econômica na Paraíba há mais de 30 anos, com o advento das fibras sintéticas, de maior durabilidade. Hoje, novas perspectivas surgem com pesquisas que avaliam o uso da fibra do sisal como componente do fibrocimento, em substituição ao amianto na indústria da construção civil.
A apresentação do projeto que financia as pesquisas, desenvolvidas pela Universidade Federal de Campina Grande, será feita em encontro programado para os próximos dias 8 e 9 e que reúne, na cidade paraibana, representantes do Fundo Comum de Commodities (CFC), Sebrae, Governo do Estado, Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais da Bahia (Sindfibras) e Embrapa, além de representantes do setor produtivo no Estado.
''Com a tendência mundial de valorização dos produtos de apelo ecológico e sustentável, as fibras naturais são vistas como alternativas mais viáveis, pois não agridem o meio ambiente como as fibras sintéticas. A própria indústria automobilística já começa a experimentar fibras vegetais na confecção dos forros dos carros, por exemplo'', explica o professor Antônio Farias Leal, do Departamento de Engenharia Agrícola da UFCG, que coordena as pesquisas.
O projeto, articulado pelo Sebrae na Paraíba e Sindfibras, por meio do Sebrae Nacional, obteve recursos da ordem de US$ 672 mil dólares do CFC, à Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para a implementação de um estudo de viabilidade técnica e econômica do uso do sisal em peças de fibrocimento, como telhas e tijolos.
De acordo com Antônio Felinto, gestor do projeto no Sebrae estadual, o apoio do CFC é de fundamental importância para que outros projetos de incentivo ao desenvolvimento sustentável na região possam vislumbrar aporte financeiro para serem colocados em prática.


