Como as roupas e acessórios, a decoração de uma casa é fundamental na vida das pessoas. Ela funciona como uma espécie de continuação dos movimentos do homem, manifesta sua personalidade, seus desejos ocultos, renova suas energias, torna tudo mais prático ou mais confuso, dependendo de como for projetado o ambiente em que a pessoa vive. Morar bem requer estilo, e de preferência em sintonia com as pessoas que vão dividir seu espaço. Mas, qual estilo é mais adequado para cada tipo de indivíduo? Quais são as tendências de estilos de morar neste final de século?
Um ponto é inquestionável ao se decorar uma ambiente: independente da escolha do estilo, seus componentes devem estar em sintonia com o modo de vida do morador. Um dos papas do estilo contemporâneo, o designer Phillipe Stark cometeu uma excentricidade. Ele decorou quatro casas em diferentes capitais do mundo exatamente idênticas, uitilizando os mesmos recursos, elementos, objetos, mobiliário para que possa, onde estiver na época, sentir-se em casa sem perder o pique de trabalho e nem o conforto.
BurzegaHome-theatre criado por José Ângelo Mincache: móveis extremamente confortáveis conciliados com a frieza eletrônica de um telãoO estilo contemporâneo é uma decoração que atende ao modo de vida do homem desta época. ‘‘Depois de um longo período no qual o estilo clássico reinava na decoração, nos anos 90 surge uma decoração mais inteligente, mais tecnológica para atender às necessidades de pessoas muito ativas. Este estilo atende o dia a dia corrido em que as casas viraram escritórios ou no fim do dia de trabalho das pessoas não querem mais sair de casa e precisam de todo o conforto aliado à praticidade’’, explica a decoradora Heloisa Vecchi, de Maringá.
Neste estilo introduzido por Le Corbusier, Magistretti, e por outros importantes designers, e muito bem representado pela Itália, Dinamarca, Finlândia, tudo tem de ser funcional, com ergonometria e aliada a isso a estética. Esses centros de criação desenvolveram novo linguajar na decoração com estilo próprio de vanguarda e que revolucionou o mobiliário internacional. A modernidade traz para dentro de casa materiais como aço inox, vidro, couro, madeira ebanizada, tudo em linhas simples, práticas e elegantes.
Para adaptar os eletroeletrônicos aos projetos de casas e apartamentos arquitetos e designers buscam cadeiras mais confortáveis com design mais criativo, soluções funcionais com mobílias condizentes com a diminuição do espaço nos grandes centros. Estes conceitos foram utilizados pelo arquiteto José Ângelo Casagrande Mincache. O ambiente que ele projetou em Maringá para um home theatre, reúne um bar, um sofá e poltronas conciliando móveis extremamente confortáveis, com a frieza eletrônica de um telão.
Dentro do contemporâneo estão os projetos modernos que resgatam os ícones dos anos 50 e 60. No Brasil, o arquiteto Arthur de Matos Casa e os irmãos Campana, são legítimos representantes deste estilo e suas peças vanguardistas serão visitadas no MoMA em Nova York.

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